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Bispo do Algarve e Bispo Emérito representam Igreja algarvia na visita Ad limina

No entanto, a visita não é só o encontro pessoal e em grupo com o Papa. Os Bispos terão ainda tempo para visitar as basílicas de São Pedro, São Paulo (fora de muros), São João de Latrão e de Santa Maria Maior e também para se encontrarem com as Congregações Romanas ou Dicastérios da Cúria Romana que apoiam o Papa no governo da Igreja. O Papa será então informado da realidade das 21 dioceses portuguesas. Os relatórios entregues pelos prelados deverão abranger um período ligeiramente superior aos 5 anos requeridos pelo Vaticano, procurando mostrar o rosto da Igreja nestes novos tempos. Estes questionários servem por um lado para fazer uma síntese do que foi a vida da diocese ao longo dos 5 anos e, ao mesmo tempo, extrair daí alguns aspectos a acentuar em relação ao futuro. Para além da vida estatística da diocese, o questionário tem também elementos que são característicos quer do ponto de vista histórico, cultural e social, de acordo com o meio em que está inserida, para além de toda a vida sacramental. A frieza dos números ajuda a perceber o clima de mudança que se vive e o “guia” da Igreja Católica de Portugal confirma, na sua edição de 2007, a quebra progressiva do número de Baptismos e de ordenações sacerdotais, entre outros. No caso do Algarve, as mudanças na diocese começam logo pelo Bispo. Agora é D. Manuel Quintas o Pastor da Igreja algarvia. A propósito disso, o Bispo diocesano, referindo-se às suas expectativas para esta ida a Roma, destaca que é a primeira vez que participa numa visita deste género, para além de ser simultaneamente a primeira vez que se vai encontrar com o actual Papa. “Penso que vai ser uma experiência muito enriquecedora para mim, quer do ponto de vista espiritual, de comunhão na Igreja, quer do ponto de vista pastoral em relação à nossa própria diocese”, refere D. Manuel Quintas, lançando a propósito um apelo à Igreja algarvia. “Gostaria que a diocese toda se sentisse peregrina comigo porque o Bispo está lá, não meramente a título pessoal, mas como referência à sua Igreja diocesana. Portanto é a Igreja diocesana toda que vai em peregrinação a Roma com o Bispo e é recebida pelo Papa, que peregrina e reza junto dos túmulos de Pedro e Paulo”, afirma, manifestando o desejo que a Igreja algarvia se sinta “enriquecida com esta experiência de comunhão”, da qual vai ser o protagonista. D. Manuel Quintas explica ainda que a visita ad limina “tem o objectivo de exprimir a comunhão de todos os Bispos do mundo com o sucessor de Pedro, o Bispo de Roma, actualmente o Papa Bento XVI” e ao mesmo tempo “recorda ao Bispo a sua missão de anunciador do Evangelho”. “Do ponto de vista pessoal esta visita assume também a característica de peregrinação aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo”, complementa, acrescentando que a ida a Roma constituirá para cada Bispo – e também para si – um “aprofundamento da comunhão com todos os Bispos do mundo e ao mesmo tempo com a possibilidade de rezar e celebrar Eucaristia junto ao túmulo daqueles que, sendo escolhidos por Cristo, foram enviados a todo o mundo”. O Bispo diocesano destaca que o encontro com o Papa quer exprimir “a comunhão com cada uma das Igrejas locais, mais do que o conhecimento transmitido nesse momento que deverá ser muito informal”. O conhecimento mais pormenorizado é feito ao nível dos Dicastérios (alguns obrigatórios para todos, outros facultativos) com os quais os Bispos terão um diálogo mais aprofundado daquilo que é a realidade específica de cada diocese e que está na resposta ao questionário entregue. Ao nível do encontro com Bento XVI, D. Manuel Quintas salienta ainda a “relação humana”, a partir do encontro pessoal e a relação fraterna com o acolhimento de todos os Bispos portugueses, “onde vem ao de cima sobretudo a dimensão de unidade e comunhão de que cada Bispo é sinal na sua diocese e o Bispo de Roma é sinal em relação a todo o mundo”. Programa Segundo o programa que a CEP disponibilizou à Agência Ecclesia, os Bispos portugueses começam sábado (Aveiro, Braga, Bragança-Miranda e Coimbra) a ser recebidos pelo Papa, em pequenos grupos. Depois de um momento cultural, no domingo, 4 de Novembro (Subiaco e Tivoli, com Eucaristia no Mosteiro de São Bento), prosseguem as visitas, no dia 5 (Lamego, Porto, Viana do Castelo e Vila Real). Já nessa segunda-feira, têm início as passagens por vários Dicastérios da Cúria Romana (alguns obrigatórios para todos, outros facultativos), neste caso a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e o Conselho Pontifício para a promoção da Unidade dos Cristãos. A 6 de Novembro acontece a assembleia plenária de Outono da CEP, excepcionalmente convocada para Roma, por causa desta visita. Antes da reunião magna do episcopado, os Bispos passam pela Congregação para os Bispos e a Congregação para a Doutrina da Fé. No dia 7 os Bispos deslocam-se à Congregação para as Causas dos Santos, presidida pelo Cardeal José Saraiva Martins, e marcam presença na audiência geral concedida por Bento XVI. Quinta-feira, 8 de Novembro, é o dia em que o Algarve é recebido por Bento XVI, juntamente com Beja, Évora e Viseu. Os Dicastérios visitados serão a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, bem como o Conselho Pontifício Justiça e Paz. No dia seguinte, 9 de Novembro, são recebidos os Bispos de Angra, Funchal, Guarda e Lisboa. As visitas à Cúria Romana passam pelas Congregações para o Clero e a Educação Católica, os Conselhos Pontifícios para os Leigos e a Família. Ao meio-dia de sábado (hora local, menos uma em Lisboa), 10 de Novembro, tem lugar o encontro conjunto de todos os Bispos com Bento XVI. Antes o Papa terá recebido os prelados de Leiria-Fátima, Santarém e Portalegre-Castelo Branco. O domingo conta com uma celebração eucarística no "coração" lusitano de Roma, a igreja de Santo António dos portugueses. A visita conclui-se no dia 12, quando o Papa receber os Bispos de Setúbal e do Ordinariato Castrense.

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