Com a participação dos familiares da falecida religiosa da comunidade das Carmelitas Descalças, de algumas consagradas do Algarve para além das do Carmelo algarvio, e de um numeroso grupo de sacerdotes e diáconos algarvios, a celebração ficou marcada, não só pelo intenso ambiente de espiritualidade, mas também pelo convite do Bispo diocesano à esperança em Cristo ressuscitado. D. Manuel Quintas, depois de constatar que “a morte é uma realidade que a todos espera”, lembrou porque importa ter presente a Páscoa de Cristo. “Mais do fazermos memória daquela pessoa pela qual estamos reunidos em oração, importa fazer memória da Páscoa de Cristo. É à luz da ressurreição do Senhor que encontramos sentido para a nossa vida e para a morte. Aquele que ressuscitou Jesus também nos há-de ressuscitar a nós”, justificou. O Bispo do Algarve exortou ainda à interiorização nas exéquias da irmã carmelita que constatou ter feito da contemplação “um elemento essencial da sua vida e vivência cristã” de clausura. “A irmã Clara constitui para nos apelo a essa interiorização”, disse. Com quase 86 anos, aquela religiosa, natural de Goa (Índia), era uma das fundadoras do Carmelo algarvio que agora ficou com 12 irmãs. Doente de artrite reumatóide aguda, a irmã Maria Clara nos últimos anos ficou bastante limitada, oferecendo o seu sofrimento a Deus pela paz da humanidade e pelos sacerdotes. Nos últimos meses, um acidente vascular cerebral associado a complicações cárdio-respiratórias agravou ainda mais o seu estado de saúde, tendo vindo a falecer na madrugada do dia 19 de Junho. No final da celebração das exéquias, a urna aberta diante do altar foi transportada até ao cemitério existente no interior do Mosteiro de Nossa Senhora Rainha do Mundo por dois dos familiares da irmã falecida e pelas duas mais novas Carmelitas Descalças da comunidade algarvia. O féretro foi sepultado na presença das muitas pessoas presentes na celebração que fizeram questão de acompanhar o corpo da irmã carmelita até à sua última morada.