Simultaneamente, D. Manuel Quintas apela à intensificação da oração “como resposta a uma escuta mais assídua e mais atenta da Palavra de Deus”, que “proporcione um encontro pessoal com Cristo”, em sintonia com o Programa Pastoral da diocese do Algarve. O Prelado recorre a duas imagens evangélicas usadas por Jesus – o sal e a luz – para justificar os atributos que deverão marcar quem quer ser discípulo de Cristo. “É próprio do sal temperar, dar sabor, preservar da corrupção própria e alheia, o que só acontece se misturado e diluído nos elementos sobre os quais actua (…). É próprio da luz iluminar, nortear, serenar, desfazer medos e temores. Para tal, a luz deve colocar-se em lugar elevado e sem obstáculos”, observa o Bispo do Algarve, advertindo que “a perda das propriedades atribuídas ao sal e à luz, acontece na vida dos discípulos de Cristo, sempre que a escuta da Palavra não conduz à identificação com Ele e a um compromisso efectivo no testemunho dos valores do Reino”. O Bispo do Algarve refere que “o tempo da Quaresma traz consigo o convite a superar o comodismo, a instalação e a mediocridade; a deixar uma prática religiosa feita de gestos rituais vazios; a recuperar as propriedades do sal que dá sabor ao mundo e testemunha a actualidade perene da salvação operada por Cristo; a reacender em nós a luz pascal, luz que vence a escuridão provocada por todas as formas de sofrimento, de medo e de morte, e conduz a acolher e a testemunhar a esperança e a alegria de Cristo ressuscitado e a glória de Deus”. A propósito da conversão pessoal a Cristo, D. Manuel Quintas salienta que esta é um “meio para conseguir uma maior identidade cristã, vivida com fidelidade e autenticidade em todas as situações da vida” e um dos pressupostos para a correspondência ao convite que Bento XVI deixou à Igreja em Portugal, na recente visita ad limina do episcopado nacional. D. Manuel Quintas lembra ainda que “o caminho de conversão pessoal percorrido ao longo da Quaresma, inclui a partilha fraterna, fruto da renúncia quaresmal, destinada a ir ao encontro dos mais necessitados”. Sobre a ajuda à paróquia angolana de Nossa Senhora do Rosário, na diocese de Viana, o Bispo do Algarve esclarece que a mesma “destina-se a apoiar a formação de agentes de pastoral (catequistas, jovens, casais, animadores de comunidades…) e a construção de diversas estruturas de apoio à evangelização e à promoção humana e social”. D. Manuel Quintas conclui a sua mensagem pedido aos diocesanos que correspondam “de forma solidária e generosa” ao pedido da diocese africana.