Terça-feira 17 de Setembro de 2019
Inicio / Noticias / Bispo do Algarve quer grupos de aprofundamento da fé como frutos da Peregrinação à Terra Santa

Bispo do Algarve quer grupos de aprofundamento da fé como frutos da Peregrinação à Terra Santa

O Bispo do Algarve considera mesmo que um dos segredos desta conclusão reside no empenho colocado na preparação e aponta como exemplo “os subsídios distribuídos e apresentados ao longo da peregrinação para que ela decorresse bem e para que cada lugar visitado constituísse, para todos, um tempo de oração, interiorização e ligação à vida de Cristo e do povo de Deus”. “Também os encontros que realizámos na diocese e que precederam esta peregrinação ajudaram a criar esse espírito de comunidade”, acrescentou. O Prelado destaca ainda um outro aspecto: “o facto de se ter realizado esta peregrinação num contexto próprio que surgiu já depois da presença na Terra Santa – o conflito entre Israel e o Líbano”. “Gradualmente fomo-nos apercebendo que se tratava de um conflito sério e imprevisível, que já estava a gerar muitas mortes. O facto de termos procurado informar o grupo para que todos se apercebessem da amplitude e da sua gravidade, serenou os ânimos, pois ajudou as pessoas a situarem-se com realismo”, afirmou, considerando importante também a ligação diária da agência Geotur com os responsáveis da peregrinação para se fazer o “ponto da situação” sobre “o estado de espírito do grupo, até para que pudesse ser ponderada alguma decisão sobre uma eventual interrupção da peregrinação”. O Bispo diocesano destaca ainda, como contributo para o resultado positivo da peregrinação, “a experiência pessoal de fé de cada um”, aliada a “uma motivação acrescida em rezar pela paz, particularmente em Belém”. Aliados a estes aspectos, o Bispo do Algarve destaca ainda “o clima de alegria, serenidade, aceitação e compreensão, que foi surgindo em todo o grupo”. D. Manuel Quintas espera agora que os frutos da peregrinação “possam ser partilhados nas comunidades paroquiais, sobretudo naquelas o­nde houve uma participação mais numerosa”. “Gostaria também que esta nossa peregrinação contribuísse para que o Programa Pastoral que vamos iniciar fosse vivido de uma maneira mais intensa, sobretudo por aqueles que nela participaram. De modo que se sintam motivados e mobilizados para aprofundar mais a Palavra de Deus, para ligar a Palavra de Deus aos lugares que visitámos e até para que se criem mais grupos bíblicos nas paróquias”, afirmou. “Grupos de aprofundamento da fé, a partir do conhecimento da Sagrada Escritura, grupos que possam participar de uma maneira mais activa e consciente na celebração da Eucaristia e na vida das comunidades cristãs, grupos abertos à dimensão sócio-caritativa, grupos que vivam de uma maneira mais consciente essas propostas que fazemos para os próximos anos de pastoral, ao nível da família e das vocações”, concretizou o Pastor da diocese. D. Manuel Quintas aponta ainda alguns dos momentos altos da peregrinação como as Eucaristias celebradas no Monte Carmelo e no Monte das Bem-aventuranças, na igreja da Natividade e no Santo Sepulcro, a travessia de barco no Mar da Galileia e a renovação das promessas do Baptismo no Rio Jordão. Reflectindo sobre o facto de o grupo não ter tido medo, devido aos rockets que iam caindo pelos lugares o­nde os algarvios já tinham passado (Haifa, Tiberíades e Nazaré), o Bispo do Algarve considera que “a grande motivação para tudo isto foi a experiência de fé que o grupo fez”. “Quando essa experiência é forte relativiza tudo o resto, até o perigo em que estávamos mergulhados”. Em relação ao futuro, D. Manuel Quintas mostra-se “aberto” a participar em futuras peregrinações de ordem diocesana. “O futuro permanece aberto e uma peregrinação organizada deste modo e neste contexto pode ser de grande ajuda espiritual para aqueles que nela participam”, afirmou.

Verifique também

Bispo do Algarve destacou ação das Misericórdias para “curar as chagas humanas e sociais”

O bispo do Algarve considerou ontem que “as Misericórdias se situam entre as instituições que, …