Terça-feira 15 de Outubro de 2019
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Bruno Alexandre e Valter Mendes, mais dois seminaristas algarvios em Évora

O Bruno Alexandre e o Valter Mendes, ambos com 18 anos de idade, naturais de Olhão e Fuseta, têm agora pela frente mais 6 anos de estudo para se prepararem para um dia, quem sabe, poderem vir a servir a Igreja diocesana algarvia na vivência do seu ministério sacerdotal. Os 6 anos do Curso Teológico incluem então no último ano o chamado estágio pastoral numa qualquer comunidade paroquial da diocese, bem como um complemento de estudos na Faculdade de Teologia da Universidade Católica, em Lisboa. A propósito da vivência da nova experiência, o semanário diocesano FOLHA DOMINGO propôs-lhes que respondessem a três breves questões. FOLHA DO DOMINGO – Antes de falarmos do presente, o passado: como foi a experiência até aqui?Bruno Alexandre – É difícil conter tudo em meia dúzia de linhas… Bem: Ter tido a experiência de Pré-Seminário e de Seminário em Família ajudou bastante, pois já fazia uma ideia (se bem que pequena…) do que era o Seminário. Entrar tornou as coisas um pouco diferentes: era como se fosse uma grande família com um ideal, em que havia momentos de lazer e de trabalho, mas sempre com a exigência de quem se sente chamado. Ao Seminário Menor, veio juntar-se o Tempo Propedêutico, com experiências ainda mais marcantes. Foi um tempo de crescimento, quatro anos… indeléveis!Valter Mendes – O Seminário Menor e o Tempo Propedêutico foram um marco relevante, visto que cinco anos na vida de alguém são sempre um espaço de tempo importante, ainda para mais quando eles ocorrem entre os treze e os dezoito anos vivendo em Seminário. Foram uma oportunidade única e incomparável para o amadurecimento vocacional através do crescimento humano e espiritual.FD – Como tem sido a ambientação e a experiência de Seminário Maior?Bruno Alexandre – Temos uma situação de que muito poucos se podem gabar: o sol nunca se põe no Seminário de Évora, porque quando nasce cá o sol, está a entardecer em Timor, donde é um dos nossos colegas. Somos de três continentes distintos, de quatro países diferentes e de ainda mais dioceses, o que leva a uma grande troca de experiências. Posto isto, há quem se poderia sentir deslocado, mas temos colegas de Diocese que nos vão enfiando dentro da dinâmica, quer da casa, quer das aulas no ISTE.Valter Mendes – A ambientação foi muito boa. Começámos o ano com um convívio o­nde, ao redor da mesa, se conheceram os colegas. Estas primeiras semanas de Seminário Maior têm sido boas. O número de seminaristas é quatro vezes maior do que no Seminário Menor. O facto de sermos de quatro países diferentes (Timor Loro-Sae, Cabo Verde, Angola e Portugal) representa um enriquecimento cultural muito grande. Nos momentos de convívio, as conversas contam acontecimentos que nada têm a ver com a minha experiência de Seminário e de Igreja.FD – Em relação ao futuro, que lema vos anima?Bruno Alexandre – O futuro é sempre uma grande interrogação. Mesmo sabendo que possa vir a tempestade, só se pode confiar no Senhor: Confia no Senhor, sê forte; tem coragem e confia no Senhor, como diz o Salmo. Afogarmo-nos n'Ele, que Ele não nos abandona. Nós é que podemos, por vezes, afogá-l'O em nós, mas essa é outra história…Valter Mendes – O futuro a Deus pertence. Só posso dizer, como o Salmo: Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade?

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