Antes, foi descerrada a lápide da inauguração da igreja e formalizado o protocolo de cedência do terreno à paróquia, por parte da Câmara de Tavira, por um período inicial de 25 anos, podendo ser renovável por mais 25. Para além de ter cedido o terreno, a autarquia financiou igualmente a construção da igreja. O presidente da Junta de Freguesia de Cabanas de Tavira desejou que aqueles que irão frequentar a mais recente infra-estrutura da freguesia contribuam para “elevar os parâmetros de entendimento, tolerância, bom-senso, harmonia, amizade e espírito de entreajuda tão necessário ao entendimento entre as pessoas”. Também Macário Correia manifestou a vontade de que aquele “seja um espaço de afirmação da religiosidade e também da afirmação social das pessoas de Cabanas”. “Queremos que as pessoas sejam educadas também na espiritualidade, a compreenderem os outros, a acolherem o dom do perdão e o significado da vida em sociedade”, afirmou o presidente da Câmara de Tavira. D. Manuel Quintas congratulou-se pelo facto de os que estão à frente do município e da Junta de Freguesia terem sabido interpretar a “aspiração de há longos anos”. O Bispo do Algarve lembrou a responsabilidade futura daqueles que irão exprimir a sua fé naquele lugar por terem de ser “sinal dessa humanização da sociedade e do sentido da reconciliação entre os homens”. “Esperamos ter a capacidade de colocar ao serviço da comunidade todo este espaço”, frisou o Prelado, exortando os membros daquela comunidade a serem “sal, luz e fermento”, e “uma presença mais eficaz na construção de um ambiente mais fraterno, amigo e acolhedor”. Já no interior da igreja, no âmbito da celebração da Eucaristia, D. Manuel Quintas procedeu primeiro à bênção do novo templo e depois da apresentação dos dons à incensação do seu altar. Na homilia considerou dever-se olhar para a nova igreja “como um dom e uma graça”. “Este templo que estamos a inaugurar é apenas um espaço que nos permite encontrarmo-nos com a pessoa de Cristo, através da escuta da Palavra e da Eucaristia e que nos permite abrir o nosso coração e a nossa vida a Jesus”, acrescentou, sublinhando que “uma igreja feita de pedras é sempre sinal de outra feita de «pedras» vivas”. O Bispo do Algarve destacou ainda a dimensão missionária e testemunhal daqueles que irão frequentar a nova igreja. “Quando entramos neste templo não é para ficarmos de costas para o mundo e para a vida do dia-a-dia. E quando saímos deste templo não é para ficarmos de costas viradas para Deus, mas para levá-l’O connosco de modo a sermos esse sal, luz e fermento”, advertiu. Também o pároco da Conceição de Tavira se congratulou pelos poderes públicos se terem unido em favor da população da vila. O padre António Araújo de Sousa garantiu que a construção da nova igreja era um sonho antigo. “Um sonho que me foi manifestado há 40 anos: «É preciso uma ermidinha nesta terra». Muito bem, aqui temos a nossa ermidinha”, relatou o sacerdote com alegria. A igreja agora concluída custou cerca de 600 mil euros, foi projectada pela arquitecta Teresa Correia, e conta ainda com sete salas, seis das quais para catequese e reuniões que ali aconteciam com poucas condições e uma que irá servir de sala mortuária. De lamentar foi a projecção de uma sala superior, construída para o coro, que ficou com vista cortada para o altar por motivos que não se compreendem. Mais fotos na Galeria de Imagens