O Cabido Catedralício promove sábado, dia 20, pelas 21.30 horas, o acto inaugural do restauro do instrumento. Coordenado pelo mestre organeiro Dinarte Machado (um dos dois únicos especialistas do género exis-tentes em Portugal, responsável pelo restauro de dezenas de órgãos históricos em todo o País), o minucioso trabalho visou a conservação da caixa do órgão, integrando a limpeza de poeiras e sujidades, a fixação das pinturas vermelhas, douradas e das esculturas e um tratamento insecticida preventivo e o restauro da parte instrumental e afinação. A originalidade do órgão histórico da Sé de Faro resulta do facto de não ter características ibéricas, sustenta o mestre organeiro Dinarte Machado. Pelo contrário, refere, "é um instrumento típico da organa-ria barroca nórdica, mais concretamente da escola nórdica-alemã". Trata-se de um dos prinicipais exemplares do barroco em Portugal e apresenta pinturas de chinoiserie e douramentos que foram executados pelo Mestre Francisco Correia da Silva, nos anos de 1751 e 1752. Desconhecido é o autor do risco e da feitura da talha, mas sabe-se que a sua actual caixa data do segundo quartel do século XVIII. Sexta-feira serão interpretadas obras de J.S. Bach, Carlos de Seixas, João Rodrigues Esteves, Andrés de Sola, Francisco Xavier Baptista e Pedro de Araújo, pelo organista Nuno Ale-xandrino. A interpretação vocal ficará a cargo do Coro de Câmara do Grupo Coral Adágio com direcção do Maestro António Pereira.