A autarquia explicou que celebrou um protocolo com a Santa Casa da Misericórdia em que ficou estabelecido que, no caso de a candidatura, apresentada pela mesa administrativa da instituição, ao Programa Equipamentos Urbanos de Utilização Colectiva (PEUUC) não evoluir, “a Câmara Municipal de Faro financiará a totalidade do valor das obras, orçadas em cerca de 100 mil euros”. Ao contrário, se a candidatura ao programa de apoio financeiro do Estado for aprovada, a autarquia compromete-se apenas a contribuir com o remanescente, no valor de “cerca de 30 mil euros”, para as obras de reabilitação que diz incluírem “o restauro do retábulo, paramentos e arco da capela-mor, oito pinturas sobre tela, para além dos rebocos e pintura de todo o interior”. Por sua vez, Candeias Neto, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Faro lamenta que as promessas – quer da CCDR (entidade que coordena a atribuição do PEUUC), quer da Câmara de Faro – de disponibilizar o apoio até ao final de 2008 não tenham sido cumpridas. A propósito do acordo estabelecido com a autarquia em Dezembro último, o provedor é peremptório: “não vivemos de protocolos”. “A igreja está a degradar-se, está a cair e precisamos de ajuda para recuperar aquele que é um monumento classificado”, justifica, garantindo que os custos das obras deverão ser “muito superiores” a 100 mil euros, pois “a igreja foi fundada em cima de areias e parece que essas fundações estão a ceder”. Aquele responsável lembra que a Santa Casa em 1997 gastou 66.500 euros num “pequeno restauro” e que, em 2008, foram aplicados 1,3 milhões de euros na criação da Unidade de Cuidados Continuados que funciona no mesmo edifício. No caso da Procissão do Enterro do Senhor, Candeias Neto reconhece o apoio da Câmara para aquela que é a segunda mais importante procissão do Algarve, depois da de Nossa Senhora da Piedade (Mãe Soberana), mas lamenta não haver igual comportamento por parte do Turismo do Algarve.