Ao longo do fim-de-semana houve vários momentos de interesse, quer de reflexão, de serviço, de técnica e de algum divertimento e convívio. A sexta-feira, dia da chegada a Monchique, teve como principal actividade uma caminhada nocturna desde a Fóia até ao centro da vila, com momentos de reflexão pelo caminho e provas várias. No sábado realizou-se uma acção de serviço durante a manhã, com os Caminheiros e Companheiros a terem uma intervenção junto de algumas entidades e instituições locais como a Misericórdia, o Lar de Idosos ou Centro de Saúde, por forma a interagirem com a comunidade. À noite, houve no Miradouro uma velada de armas (vigília de oração) tradicional, com a recriação de um ambiente medieval de cavalaria. Miguel Boto, chefe regional do CNE, explica que era costume realizar-se desta forma estas iniciativas de oração na véspera de uma instituição. “Costumávamos fazer assim no Escutismo e agora infelizmente está a perder-se essa tradição, talvez porque os novos dirigentes não tenham ainda essa percepção”, lamenta aquele dirigente, acrescentando que a actividade nocturna constituiu também um “momento de reflexão” onde foram revistos os princípios e a lei do Escutismo. Domingo foi o da Eucaristia que contou também com a investidura de dirigente do antigo caminheiro João Ramalho do Agrupamento 383 de Monchique. Foram ainda feitas na celebração, presidida pelo padre José Manuel Pacheco, assistente regional adjunto, condecorações de alguns efectivos do movimento. Miguel Boto explica que “foram pessoas que tiveram mais mérito durante o ano e que foram colaboradoras no último Acampamento Regional, comemorativo do Centenário do Escutismo”. O chefe regional considera ainda que, em fase final de mandato, “esta foi uma das grandes actividades regionais que, pela sua participação, foi uma das maiores a nível de caminheirismo”. Não indiferente ao problema de falta de efectivos naquela secção, Miguel Boto aponta as causas. “O problema do caminheirismo parece que se espalha por todo o País e o Algarve não é excepção. Esta é a fase em as pessoas tomam as grandes decisões de vida como ir estudar para fora, arranjar emprego, ou casar, condicionantes que fazem com que os jovens não tenham uma disponibilidade simultânea. No entanto, acreditamos que os Caminheiros continuam a ser uma secção muito válida e necessária no escutismo, afinal de contas, aqueles que quiserem serão os futuros dirigentes”, observa.