A Câmara de Portimão, bem conhecida pelas suas grandes apostas culturais, já tinha patrocinado, em Julho passado, no pavilhão Arena de Portimão, a apresentação da Oratória ‘Fátima, Sinal de Esperança para Humanidade’, dos mesmos autores, e que constituiu um enorme êxito. Desta vez apostou na Cantata de Santo Agostinho, que veio também a manifestar-se um grande acontecimento cultural que quase encheu o amplo auditório, não obstante a multiplicidade de ofertas culturais que havia nessa noite na cidade. Entre a multidão que ali acorreu estiveram presentes o presidente da Câmara, Manuel da Luz, vereadores, o Bispo da diocese, D. Manuel Quintas, bem como alguns sacerdotes acompanhados de representantes de suas comunidades. De salientar a bela sonoridade conseguida pelos Coros, bem entrosados com a Orquestra, (mas também ajudados pela boa acústica do espaço) e a excelente prestação do solista João Sebastião, que incarnou muito bem a figura de Santo Agostinho na sua incansável procura da Verdade e de Deus. E tudo isto também pela já conhecida mestria e competência profissional do director Mário Nascimento. O público saiu comovido e satisfeito. Alguém comentou mesmo: “vim para aqui cansada e saturada do dia que tive e saio repousada e feliz!” Recorde-se que esta obra foi encomendada para o Ano Agostiniano, pelo qual a Diocese de Leiria Fátima celebrou, em 2004, os 1.650 anos do nascimento do seu padroeiro. Santo Agostinho foi uma figura ímpar da cultura ocidental e é ainda hoje uma referência obrigatória para o estudo da filosofia, da estética, da teologia, etc. Dele disse João Paulo II que todos nos sentimos um pouco, na Igreja e no Ocidente, discípulos e filhos. Este concerto teve o apoio da Câmara de Portimão e a organização foi da Paróquia da Matriz de Portimão, com o seu pároco, o cónego José Pedro Martins. Mais fotos na Galeria de Imagens