De entre as várias candidaturas apresentadas, a candidatura louletana, que nasceu de uma união de esforços entre a autarquia e a paróquia de São Clemente, foi distinguida tendo por base critérios como a “apresentação de um projecto de qualidade para a implementação das melhorias necessárias diagnosticadas pelas equipas do Projecto Igreja Segura, tanto em termos de segurança como em termos de conservação, bem como a apresentação de projectos culturais de acção dinamizadora”. Para o presidente da Câmara de Loulé este projecto vem alertar “para um défice do nosso património artístico, artístico e religioso, pouco visitável e pouco disponível ao conhecimento de visitantes nacionais e estrangeiros”. No caso da capela de Nossa Senhora da Conceição, a verba recebida será também um contributo importante para as obras de restauro na sua estrutura arquitectónica e na recuperação do interior (pinturas, madeiras, etc.) que a Câmara Municipal vai levar a cabo, num valor de 500 mil euros, e cujo concurso público está já a decorrer. Em Janeiro de 1946 foi classificada como Imóvel de Interesse Público. A capela possui um importante acervo de património integrado, de incidência essencialmente barroca, representativo das artes dos séculos XVII e XVIII, segundo a sua expressão regional. No que concerne à segurança dos espaços religiosos, o vigário-geral da diocese do Algarve, o padre Firmino Ferro, realçou o facto deste projecto necessitar do apoio e empenho de todos para “evitar os constantes furtos das nossas igrejas”. “Se por um lado o nosso património deve ser conhecido, estudado, apreciado, deve ser conservado e estar em segurança contínua, para evitar que gente especializada em vigiar o bem alheio e fazer furtos por encomenda possa agir até quase impunemente”, considerou o vigário geral.