Num documento enviado à redacção do jornal FOLHA DO DOMINGO e cujo texto pode ser lido na secção ‘Opinião’ deste Portal, aquela organização manifesta a necessidade de “continuar a aprofundar o contacto, entre o Hospital de Faro e as paróquias, para garantir o acompanhamento espiritual e religioso aos doentes, após o regresso a casa”. Com vista à consecução desse objectivo, a Capelania explica necessitar de “aumentar o número de visitadores paroquiais e de cooperadores (devidamente formados) e formar equipas de trabalho, que auxiliem o capelão, na dinamização e execução das tarefas em cada uma das áreas de acção, havendo de entre esses quem assegure assistência espiritual e religiosa aos doentes não católicos (respeitando ecumenismo e o espírito inter-religioso)”. O mesmo documento considera ainda que “a Igreja não pode alhear-se, de seus filhos, em momentos tão dolorosos e decisivos como são a doença, a dor, a morte”. “É nessas circunstâncias que tem o dever de estar mais presente”, refere, sublinhando que “será muito difícil anunciar a Salvação ao homem dos nossos dias, se não lhe for dado experimentá-la desde já, quando em situação de sofrimento”. “Esse papel cabe à Igreja – ser força e esperança para os que sofrem”, explica a Capelania, lembrando que “a assistência espiritual e religiosa aos enfermos e constitui um direito fundamental do doente e um dever da Igreja”. “Compete à Igreja assegurar esta assistência. É uma oportunidade de ajudar as pessoas a encontrar-se. Exige-se, no entanto, uma adequada preparação para aqueles que exercem esta missão em nome da Igreja (Capelães, Assistentes Espirituais, e voluntários da Capelania), no que respeita a matérias relacionadas com a saúde (psicologia do doente, sociologia da saúde, teologia da pastoral da saúde…)”, adianta-se. O documento explica igualmente que “a Igreja Católica, representada nos hospitais portugueses (na pessoa do capelão/assistente espiritual), presta apoio espiritual e religioso a todos os doentes e seus familiares (e restante comunidade hospitalar), quer directamente junto dos católicos, quer estabelecendo os contactos necessários com as outras confissões e religiões, segundo as convicções de cada um”. Como “direito fundamental da pessoa doente”, a Capelania lembra ainda que a assistência espiritual e religiosa é “dever do Estado, e não favor ou concessão”, cabendo “assegurar a todos os cidadãos, no respeito pela liberdade religiosa e pelo princípio da cooperação, o exercício e acesso a essa assistência, tendo em conta que o serviço espiritual não é anterior nem posterior à assistência corporal, mas acompanha-a, pois o sentido do sofrimento só se descobre numa dimensão sobrenatural”. Os interessados em colaborar, em regime de voluntariado, com a Capelania do Hospital Central de Faro deverão contactar a mesma na pessoa do seu capelão, o diácono Rogério Egídio, através do telemóvel 919 111 775.