O diácono Rogério Egídio, que advertiu tratar-se de um “serviço próprio” para que não haja confusão com os voluntários dos serviços sociais, explicou a finalidade. “A intenção é humanizar o mais possível esta relação entre Homem doente e a sua parte espiritual que, por vezes é um pouco esquecida pelos profissionais de saúde”, elucidou, considerando que “os profissionais da saúde não têm esse sentido da espiritualidade porque muitas das vezes não é possível, não há tempo”. “O corpo de voluntários da Capelania vem precisamente ajudar a completar o Homem no seu todo. Completar a parte física com a parte espiritual”, complementou. Este anúncio surge na sequência do alerta tornado público pela Capelania do Hospital de Faro, em finais do mês passado, para a necessidade de “aumentar o número de visitadores paroquiais e de cooperadores (devidamente formados) e formar equipas de trabalho, que auxiliem o capelão, na dinamização e execução das tarefas em cada uma das áreas de acção, havendo de entre esses quem assegure assistência espiritual e religiosa aos doentes não católicos (respeitando ecumenismo e o espírito inter-religioso)”. O mesmo documento apontava ainda a necessidade de “continuar a aprofundar o contacto, entre o Hospital de Faro e as paróquias, para garantir o acompanhamento espiritual e religioso aos doentes, após o regresso a casa”. Os interessados em colaborar, em regime de voluntariado, com a Capelania do Hospital Central de Faro deverão contactar a mesma na pessoa do seu capelão através do telemóvel 919 111 775.