Com 26 participantes, oriundos das paróquias de Boliqueime, Cachopo, Loulé e Vila Real de Santo António, esta acção decorreu no Centro Paroquial de Loulé e destinou-se aos formandos que frequentaram o primeiro módulo. Procurando focar os aspectos da justiça, caridade, voluntariado e da espiritualidade específica dos grupos paroquiais da Caritas, esta formação abordou as temáticas “Voluntariado e Exclusão Social” e a “Espiritualidade dos Grupos de Acção Sócio-Caritativa”. Este módulo vai ter continuidade dia 3 de Maio com o segundo grupo de formandos da vigararia de Portimão, no Centro Pastoral e Social da Diocese do Algarve, em Ferragudo. Carlos Oliveira, presidente da Caritas algarvia, considera que, em relação a esta iniciativa, “o balanço é positivo, na medida em que se realizaram os encontros, tendo sido proveitoso para as pessoas que manifestaram interesse”. No entanto, aquele responsável admite simultaneamente ter sido “frustrante”, pois assegura: “grande parte das comunidades paroquiais não se disponibilizou para participar”. “Temos conhecimento que existe Pastoral Social organizada nas paróquias só que a mensagem ou a informação das acções não chega aos seus destinatários”, lamenta, defendendo uma reflexão sobre esta realidade, convencido de que as pessoas participam se souberem. “Chega-nos ao conhecimento que muitos grupos não são informados daquilo que se passa a nível diocesano”, acrescenta. Para contornar esta dificuldade, a Caritas Diocesana do Algarve defende a criação de uma “plataforma intermédia” constituída por um delegado da Pastoral Sócio-caritativa em cada vigararia. “O responsável vicarial pela acção sócio-caritativa que deve ser o elo de ligação e de informação das acções que a Caritas ou outras instituições levam a efeito junto da vigararia nas suas reuniões”, concretizou. Carlos Oliveira entende que, com esta solução, “haveria uma melhor articulação”, podendo a Caritas reunir periodicamente com o delegado vicarial, por forma a que fizesse chegar a informação aos párocos e restantes destinatários. Aquele responsável entende ainda que não é à Caritas que compete a criação do delegado. “Caberá aos vigários da vara e a Caritas vai diligenciar para que isso aconteça”, refere, acrescentando que “não faz sentido que no Programa Pastoral da diocese até 2009, esteja contemplada como uma das vertentes de acção prioritária a caridade e tudo ficar na mesma”. Carlos Oliveira considera ainda que é preciso ter conhecimento dos grupos existentes e dos responsáveis por cada grupo para que a informação possa ser transmitida. Nesse sentido, a Cáritas do Algarve está a fazer um levantamento de todos os grupos sócio-caritativos da diocese algarvia. A instituição entende que este será não só um “importante contributo” para o estudo que a CEP – Conferência Episcopal Portuguesa encomendou à Universidade Católica Portuguesa para conhecimento das instituições de acção da Igreja, mas também uma “mais-valia para o aprofundar da realidade sócio-caritativa da diocese do Algarve”. Será então entregue a cada pároco um questionário que ser preenchido por grupo.