Inicio / Noticias / Caritas do Sul apostam no voluntariado para a criação de grupos paroquiais

Caritas do Sul apostam no voluntariado para a criação de grupos paroquiais

Assim foram descritas pelo responsável de cada diocese quais as áreas em que podem responder, destacando-se o apoio à infância e juventude, às mães grávidas em risco, o apoio à vida, passando pela recuperação de toxicodependentes, no fornecimento de refeições através de refeitórios sociais, bem como de cuidados de higiene pessoal, o fornecimento de roupas, apoio domiciliário, banco de alimentos e distribuição de géneros do PCACC – Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados, para além de ajudas técnicas. Todas as Caritas prestam apoio social diário, efectuam visitas de proximidade aos utentes. Outra grande aposta já experimentada é a formação e emprego como entidades promotoras de cursos de formação profissional na área da infância e de geriatria. Por último, a Caritas Portuguesa também presente no encontro comunicou o resultado das visitas que se efectuaram, pela Direcção Nacional da Caritas, a cada umas da Caritas Diocesanas da zona Sul. “Os resultados não sendo surpreendentes, foram muito esclarecedores”, explica Carlos Oliveira, presidente da Caritas algarvia. “Pretendeu-se com a visita conhecer e caracterizar o estado actual e a acção de cada Caritas Diocesana; recolher a avaliação que os dirigentes fazem sobre essa matéria, bem como as perspectivas que têm acerca do futuro e ainda o modo como atingir o modelo desejado de organização e acção; encontrar pontos comuns de actuação que facilitem e clarificar a missão e potenciar a rede Caritas”, complementou, acrescentando que “das conclusões verifica-se grande diversidade de formas de organização e funcionamento entre as Caritas, designadamente no que respeita a modelos organizativos, meios humanos e recursos, formas de colaboração e envolvimento na pastoral diocesana e redes de relações com outras entidades envolvidas na acção social”. “É de notar a crescente preocupação no conhecimento da realidade social e na procura de respostas inovadoras para os problemas identificados, valorizando e qualificando o atendimento social de proximidade”, observou ainda aquele responsável. O presidente da Caritas do Algarve reconheceu que “também ficou reconhecida a dificuldade generalizada de definição da Pastoral Social e na articulação entre os seus intervenientes, quando se pretende uma prática organizada da caridade na Igreja”. Carlos Oliveira afirmou que “foram encontrados alguns constrangimentos, como a falta de preparação dos dirigentes e outros colaboradores voluntários e a falta de recursos materiais e humanos, entre outros”. Na análise dada a conhecer foram apresentadas algumas questões para reflexão como: “Qual a identidade e missão da Caritas? Será a Caritas a expressão da Igreja na caridade organizada? Será a dinamização de respostas ‘institucionalizadas com diversas valências’ a mais adequada?”. E conclui o estudo ser conveniente a “procura de linhas orientadoras para a integração na acção social da Igreja, que sirvam de referência para o que fazem ou podem vir a fazer as Caritas Diocesanas”; “tornar necessário o conhecimento dos fundamentos da Caritas como instrumento da Pastoral Social da Igreja, o que faz com que ela não seja ‘mais uma associação ou movimento’, mas o serviço organizado da acção social da Igreja”. As Caritas do Sul reconheceram que a característica transversal a todas é o voluntariado como “grande potencial”, que será uma aposta prioritária, como forma de dinamização e formação de grupos Caritas ou grupos paroquiais de acção social. Neste sentido procurar-se-á estabelecer parcerias com entidades com alguma experiência nesta área como a Fundação Eugénio de Almeida de Évora.

Verifique também

Bispo do Algarve destacou ação das Misericórdias para “curar as chagas humanas e sociais”

O bispo do Algarve considerou ontem que “as Misericórdias se situam entre as instituições que, …