“Sempre nos debatemos pela transparência e pela adesão aos meios informáticos e à clarificação de processos, (também para que quem recebe num pólo não vá receber novamente noutro) mas continuamos a ter uma carga burocrática muito grande em termos de preenchimento de formulários e anexos, para além de acharmos que tem de haver alteração ao número de distribuições previstas. Os alimentos não podem ser dados poucas vezes em grandes doses. Temos de saber se as pessoas ainda continuam a necessitar dos alimentos. Até porque é mais educativo ir dando faseadamente”, defende Carlos Oliveira. Neste momento, segundo a Caritas algarvia existem apenas somente “três ou quatro paróquias que estão a receber [os alimentos] porque têm técnicos dos Centros Sociais que colaboram com as paróquias”. O presidente da Caritas do Algarve critica a aplicação das normas do PCAAC em Portugal através de um exemplo: “há tempos, a UE estipulou a norma que exigia cinto de segurança nos autocarros. Na Alemanha, todos os autocarros construídos depois dessa data passaram a dispor de cinto de segurança. Em Portugal, passaram a ter os que foram construídos posteriormente e os que já existiam”. A Caritas admite que os alimentos possam ser encaminhados para outras instituições, mas questiona se haverá outras entidades que “conheçam tão bem a realidade e façam a entrega porta-a-porta como as paróquias”.