Quinta-feira 22 de Agosto de 2019
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CÁRITAS, UM FRATERNO SENTIDO DE EUCARISTIA

Tal pensamento do Pastor Universal toca-nos nestes dias em que se realiza o Peditório para a Cáritas Portuguesa, com especial incidência no próximo Domingo, em que a nossa partilha, o nosso encontro, a nossa Oração acontecida ao Pai, deve ser comungada com os nossos irmãos peregrinantes na miséria, na fome e na necessidade de uma mão e de um espírito abertos ao seu testemunho de Jesus hoje entre nós, cristãos de hoje. Efectivamente a Cáritas que, como historia o Bispo Emérito de Beja, o Sr. D. Manuel Falcão, in «Enciclopédia Católica Popular» «como organização católica para a prática da Caridade surgiu em 1924 no Congresso Eucarístico Internacional de Amesterdão, ficando a sede em Lucerna (Suiça). Com a Segunda Guerra Mundial, por ordem do Papa (Pio XII), consagrou-se a ajudar as vítimas do conflito». Atente-se, desde logo a esta simbiose plena de Eucaristia! Caridade, na actualização primeira e nunca desacontecida da Instituição Eucarística de Quinta — Feira Santa em que Jesus Cristo expressou, de uma forma única e numa caridade plena e permanente, todo o Seu amor pelos homens, ficando nas espécies sacramentais para sempre entre eles. Foi em 1945, após aquela terrível tragédia que se abateu sobre a Humanidade que a Cáritas chegou a Portugal acolhendo crianças refugiadas em casas de famílias e, tendo os seus primeiros estatutos aprovados em 1956. Depois e na acção cristã desenvolvida e ao reconhecimento que foi consignado pelo Concílio Vaticano II às Igrejas locais, passou em 1975 a ser uma Federação das 20 Cáritas Diocesanas de Portugal, «dependendo estas dos respectivos Bispos, que lhes deram estatutos condizentes com as circunstâncias diocesanas», como assinala o Sr. D. Manuel Falcão. No Algarve, com especial incidência nas últimas décadas, a Cáritas Diocesana tem-se assumido como um dos muitos gestos visíveis e não conhecidos, tantas e tantas vezes, desse espírito do Mandamento Novo. Ocorre-nos o que foi e é a sua acção nos casos dos grandes incêndios florestais, do apoio às grávidas e aos doentes, às crianças, aos desempregados, aos idosos, aos imigrantes, em suma aos marginalizados ou afectados pela desgraça da exclusão ou da tragédia. Neste Domingo em que todos, como no instante de cada quotidiano, mas todos, temos o dever de estar com a Cáritas Diocesana, vamos de novo à Carta Encíclica de Bento XVI «Deus est Cáritas — Deus é Amor»: «Continua a ser tarefa da Igreja interpretar, sempre de novo, esta ligação entre distante e próximo na vida prática dos seus membros Jesus identifica-se com os necessitados: famintos, sedentos, forasteiros, nús, enfermos, encarcerados…».

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