Na decurso da Celebração Eucarística presidida por D. Manuel Neto Quintas, o Bispo do Algarve interpelou os membros que realizaram as promessas. "Em que é que esta espiritualidade da Ordem Secular do Carmelo Teresiano pode ajudar a viver de uma maneira mais plena o próprio baptismo e a vocação à santidade? Porque que é que vós quereis pertencer a esta ordem se-cular?", questionou, dando de seguida a resposta. . "Aqueles que são seculares contribuem com a sua própria seculari-dade e inserção no mundo e dessa maneira enriquecem toda a família carmelita", afirmou, lembrando aos carmelitas: "sois chamados a viver esta espiritualidade a partir da vocação particular que cada um de vós tem e a seguir Cristo". A partir do exemplo de Santa Teresa, o Bispo diocesano lembrou que "não se pode ser bom carmelita se não se privilegiar a oração". "E a oração à maneira de Santa Teresa", acrescentou. "Sobretudo fazer com que a oração tempere a vida e seja esse meio que vos leva a encontrar Deus na vossa própria vida e a o-lhar para a vossa própria vida com um olhar de fé", complementou. Salientando que a oração passa muito pela escuta, o Prelado interrogou: "escutar para quê?". "Para perceber o que Deus quer de nós e para servir", respondeu. D. Manuel Quintas sublinhou a necessidade de abertura à restante realidade eclesial e lembrou que "a espiritalidade vive-se dentro da Igreja e para servir a Igreja, dentro de uma paróquia e de uma comunidade cristã e para ajudar a cres-cer essa comunidade na dimensão apostólica". "A espiritualidade na Igreja não é para nos fecharmos dentro de um casulo", advertiu. A celebração contou ainda com a presença do padre Pedro Lourenço Ferreira, Superior Provincial da Ordem dos Carmelitas Descalços (OCD) e do padre Jeremias Vechina, também carmelita.