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CASA DE SANTA ZITA DE FARO

Foi também sob a sua protecção, que Monsenhor Joaquim Alves Brás, sacerdote da Diocese da Guarda, colocou as diferentes instituições que começou a fundar: primeiro, em 1932, fez agora setenta e cinco anos, a Obra de Santa Zita, para cuidar da protecção, formação, previdência e segurança social das jovens raparigas que vinham das aldeias trabalhar para as cidades como empregadas domésticas; depois em 1933 o Instituto Secular das Cooperadoras da Família e mais tarde, já em 1962, o Movimento por um Lar Cristão. A Casa de Santa Zita, que existe em Faro desde 1957, é como que a extensão e a presença no Algarve do Instituto das Cooperadoras da Família, instituição eclesial de direito pontifício desde o ano 2000. As consagradas que integram este Instituto secular, vivem e trabalham inseridas na sociedade como qualquer leigo e inspiram-se no estilo de vida simples e silenciosa da Sagrada Família de Nazaré. As cooperadoras da família procuram ajudar as famílias a serem verdadeiras comunidades de vida e de amor. Para tanto, nas suas casas, oferecem diferentes serviços de apoio às famílias, como por exemplo em Faro, o serviço de uma creche onde, desde há trinta e cinco anos, são acolhidas as crianças farenses durante o horário laboral dos pais. Este infantário, foi um dos primeiros a surgir na capital algarvia, mas também a outras faixas etárias são prestados serviços pela Casa de Santa Zita. É famoso o serviço de hospedagem prestado pelas Casas de Santa Zita em praticamente todas as Dioceses portuguesas, que acolhem pessoas, casais e famílias, transitoriamente deslocadas das suas residências habituais. O ambiente proporcionado aos hóspedes é excelente, de grande qualidade e conforto, de tal modo que os hóspedes se sentem como se estivessem na sua própria casa. Sou testemunha disso mesmo, pois em 1987, quando vim viver para Faro, onde praticamente não conhecia ninguém, estive hospedado na Casa de Santa Zita, na Praceta Engenheiro Duarte Pacheco, durante um ano, e aí, primeiro enquanto ponderava se me radicava definitivamente no Algarve e depois de tomada essa decisão, enquanto esperava que me entregassem o apartamento que então comprei, pude usufruir, aguardando pela vinda da minha família, de um ambiente sadio, agradável e acima de tudo cristão e pude ainda compartilhar da alegria e do «bem-fazer» que efectivamente aquelas consagradas me proporcionaram e a todos os restantes hóspedes. O mesmo poderá dizer o nosso Bispo e os sacerdotes que residem na Casa Episcopal de Faro, que é governada, por duas cooperadoras da família, a Isabel e a Emília. Pela minha parte, jamais poderei esquecer que quando bati à porta daquela casa, era um desconhecido, que não trazia credenciais, nem cartas de apresentação, nem sequer pude indicar qualquer padrinho ou recomendação. Falei com a directora da casa, disse-lhe quem era e ao que vinha e ela acolheu-me, confiou em mim e ficámos amigos. A Casa de Santa Zita e o Instituto Secular das Cooperadoras da Família constituem entre nós uma modalidade nova de vida consagrada, a consagração secular, inspirada pelo Espírito Santo, a imagem de uma Igreja aberta à sociedade e ao serviço da família, do amor e da vida.

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