Estiveram presentes 30 casais de paróquias de todo o Algarve, de Barlavento a Sotavento, nomeadamente: 8 casais de São Pedro de Faro, 5 de Olhão, 4 da Matriz de Portimão, 4 de Lagos, 3 de São Luís de Faro, 3 de Boliqueime, 1 de Nossa Senhora do Amparo de Portimão, 1 da Sé de Faro e 1 de Albufeira. Este retiro procurou ser, para os casais participantes, «um tempo de encontro com o Senhor», nesta Quaresma. D. Manuel Neto Quintas fez cinco palestras orientadas para os seguintes temas: “Luz e Sombras da Família”, “A Eucaristia, o Dom por Excelência”, “A Eucaristia fonte de Epifania e de Comunhão”, “Missão da Família” e “A Eucaristia princípio e projecto de missão”. Os participantes iniciaram o retiro constatando que «a vida não é nada fácil», «uma vez que a cultura de hoje, marcada por uma dinâmica de egoísmo e de egocentrismo, ameaça a solidez da instituição da família e impede-a de concretizar no mundo a sua vocação de sinal e instrumento do amor de Deus». Com vista a superarem as «sombras» que pairam no mundo e que foram escalpelizadas pelo orador, foi apresentada a instituição da Eucaristia (Última Ceia de Cristo), que actualiza, diariamente, a vida inteira de Jesus Cristo. A partir desse momento, o Bispo do Algarve falou sobre a Eucaristia. Para além das palestras sobre a Eucaristia e de momentos de reflexão apropriados, houve três momentos fortes, a saber: o primeiro, a exposição do Santíssimo Sacramento (adoração individual e colectiva); o segundo, a Celebração Penitencial, realizada na noite de sábado, o­nde todos os participantes tiveram a oportunidade de se reconciliar com Deus, com a ajuda de cinco sacerdotes e que colaboraram com D. Manuel Neto Quintas. Na Celebração foi referido que «há momentos que a cruz pesa muito e que é difícil suportá-la». Porém, «Jesus apresenta uma mensagem de esperança: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos e aliviar-vos-ei”». O terceiro momento, foi a Eucaristia de domingo, que encerrou o retiro, presidida pelo Bispo do Algarve. No final, havia um sentimento comum a todos os participantes, apetecendo dizer como São Pedro no Monte Tabor: «Como é bom estarmos aqui!». O almoço foi o último momento vivido em comum e serviu de despedida, para alguns, até ao próximo ano.