“É nosso firme propósito servir a região, servindo os Agrupamentos, que são os motores desta caminhada apaixonante, onde deveremos rever o crescimento integral dos Jovens a quem nos dirigimos. Procuraremos responder aos problemas dos nossos dias, tal como inicialmente o Escutismo se apresentou ao ser uma resposta credível face aos declínios sociais da época”, afirmou. Citando Paulo VI, garantiu Edgar Correia que, “para uma sociedade mais humana”, “não basta relembrar princípios, afirmar intenções, sublinhar injustiças gritantes e proferir denúncias proféticas”. “Estas palavras não terão peso real a não ser acompanhadas por uma tomada de consciência mais viva da sua própria responsabilidade e da sua acção efectiva. Contamos com a participação, o empenho, a boa vontade e o espírito de serviço que cada um de nós coloca nesta proposta que a todos se dirige, e que a partir deste momento deixa de ser apenas um projecto desta Junta, mas que se torna num plano de cada Conselheiro em prol da região”, observou. Procurando purificar sentimentos que possam obstar à missão do Escutismo, aquele dirigente escutista incentivou os escuteiros algarvios à confiança em si próprios e em Deus. “Por vezes temos a tendência de pensar que é preciso saber tudo de Deus, antes de viver a nossa fé. Os primeiros cristãos nada sabiam, eles acreditavam! Então acreditemos nós também que é possível melhorar, que é possível sermos mais fraternos, mais dedicados às causas do Escutismo, e da Igreja que o adoptou”, disse.