O próprio edifício que guarda essas peças é por si só um espécimen do século XVII com um retábulo em talha dourada de que se destaca um baldaquino com a imagem do seu patrono. Imagens e documentos antigos, alfaias litúrgicas e peças várias, algumas em metal precioso, dentro de vitrinas iluminadas, formam um conjunto de preciosidades para serem apreciadas pelos visitantes. Trata-se de portanto de uma oferta cultural da paróquia de Albufeira aos muitos milhares de turistas que passam pela cidade ao longo do ano. A Comissão Fabriqueira da paróquia garante que “a Câmara Municipal tem compreendido a importância deste legado paroquial à cultura e ao turismo” e “tem apoiado economicamente, nos últimos anos, o Museu para tornar viável a sua abertura ao público durante todo o ano, bem como a sua manutenção e conservação”. Já em 1996, o protocolo assinado com a Fábrica da Igreja Paroquial de Albufeira, completado por uma adenda de Junho de 2005, assegurava a garantia desse apoio financeiro por parte da autarquia, dentro das suas possibilidades. Através desse protocolo, a paróquia fez a doação de várias peças arqueológicas à Câmara Municipal, as quais faziam parte do museu de arqueologia criado pelo padre Semedo em 1958. Eram 17 peças recolhidas por aquele sacerdote, especialmente na estação arqueológica de Retorta, algumas datadas do período romano, outras da Idade Média e uma do período pré-histórico. Na mesma data e através do mesmo documento, a paróquia confiou aos cuidados da autarquia outras 12 peças de valor histórico que estão expostas no Museu Municipal de Albufeira, embora continuem propriedade da comunidade paroquial. A Comissão Fabriqueira entende ainda que “o bom entendimento entre as duas entidades valoriza o património que foi legado pelos antepassados, pondo-o ao serviço do bem comum, da fé e da cultura”.