No ranking das dez escolas com média mais alta nos exames nacionais (de Português e Matemática) do 9.º ano apenas aparecem à frente do colégio algarvio o Colégio São José (Coimbra), o Externato As Descobertas (Lisboa), o Externato Apresentação de Maria (Madeira), o Colégio do Bom Sucesso (Lisboa), o Externato Escravas do Sagrado Coração Jesus (Porto), a Escola Inglesa São Julião (Lisboa), o Colégio Nossa Senhora do Rosário (Porto), o Colégio Integrado de Monte Maior (Lisboa) e o Colégio Plátanos (Lisboa), sendo curiosamente todos privados e muitos de cariz católico. Nos resultados do exame nacional de Matemática, o Colégio de Nossa Senhora do Alto, confiado à organização das irmãs salesianas, figura logo atrás do Externato Apresentação de Maria (Madeira), do Externato São João Bosco (Porto), do Colégio Luso-Francês (Porto) e do Colégio São José (Coimbra). Relativamente ao exame de Português, a prestação do colégio diocesano (com média de 3,56, numa escala de um a cinco) é igualmente notável, aparecendo num 33º lugar entre as cerca de 1300 escolas que realizaram a prova. No Algarve, a segunda escola melhor classificada na lista dos exames nacionais do 9º ano é o Colégio Internacional de Vilamoura que aparece em 95º lugar. O padre Carlos César Chantre, director geral do Colégio de Nossa Senhora do Alto, justifica que o resultado alcançado em todas as disciplinas deve-se à “alta qualidade dos professores” e ao “acompanhamento permanente das irmãs” e que não é resultado apenas do último ano. “Tem a ver com uma caminhada de vários anos, porque não é agora que o Colégio do Alto está bem classificado”, afirma o sacerdote, referindo-se aos bons resultados que o colégio vem conseguindo no último triénio. Também Dulcina Botelheiro, directora pedagógica da instituição, concorda que a meta agora atingida tem a ver com “um perfil que o colégio já trazia e que procura aprofundar cada vez mais”. O colégio, que diz ser “de excelência”, sempre primou por ter um ensino de qualidade e sempre se distinguiu por ter a preocupação de preparar os alunos por forma a que se distingam nas outras escolas quando seguem para o secundário”, frisou, sublinhando que este resultado se deve igualmente “ao trabalho dos professores e alunos, à disciplina do colégio e ao rigor com que se procura cumprir os programas”. O padre César Chantre explica que as boas prestações estão ainda relacionadas com o “enquadramento” da instituição. “O colégio tem vindo também a investir muito no campo desportivo, no campo da matemática, no contacto com a terra e as plantas. O ano passado e este ano, todos os recursos financeiros foram para investir na recuperação da quinta, na horticultura, nos jardins e no novo parque infantil”, afirma, acrescentando que “as instalações têm vindo também a sofrer algumas alterações, por forma a que o colégio esteja em condições de, pedagogicamente, oferecer o melhor que puder aos seus alunos”. “Temos de continuar a investir na pedagogia e no incentivo a acções extracurriculares”, afirma o director-geral, considerando que estas “ajudam na criação de um ambiente para que os alunos se sintam bem”. “Os principais beneficiados são os alunos e as famílias por consequência, porque as famílias vão adquirindo alguma caminhada, também de fé, por força dos seus filhos”, complementou. O sacerdote adianta que “a expectativa é continuar a melhorar, não por causa do ranking mas porque a Igreja tem de oferecer aos seus filhos o melhor que puder e souber”. “O Colégio de Nossa Senhora do Alto, o único católico do Algarve, é uma aposta da Igreja diocesana na educação. Quem dera que os serviços públicos compreendessem esta aposta”, disse.