No início da Eucaristia, D. Manuel Quintas congratulou-se pelo Ano Paulino proclamado pelo Papa. “Em boa hora o Papa Bento XVI teve a ideia de homologar este ano que foi um bem para a nossa Igreja diocese”, considerou. Na homilia, dirigindo-se directamente aos muitos catequistas presentes, referiu-se ao “importante e imprescindível serviço de transmissão e aprofundamento da fé” que prestam nas comunidades algarvias e apelou à importância entre a coerência entre a fé e a vida. “Como podereis anunciar Cristo, se para vós Cristo é um desconhecido?”, questionou, lembrando que “ninguém segue um estranho”. “Como podereis ensinar uma doutrina se não a praticardes ou não vos esforçardes de a praticar? Como podermos incutir nos catequizandos um estilo de vida cristão se nós próprios não vivermos esse estilo de vida? ”, insistiu D. Manuel Quintas, acrescentando que “todo o catequista deve deixar-se evangelizar, catequizar por Cristo”. “Só permanecendo unidos a Ele, à maneira de Pedro e de Paulo, é que poderemos ser verdadeiros discípulos e autênticos apóstolos de Cristo e do Evangelho. Sem esta intimidade com Cristo acabamos por deturpar a mensagem que anunciamos. Acabamos por nos anunciar a nós mesmos e perder todo o vigor, interesse e força que nos vem da Pessoa de Cristo”, advertiu o Bispo diocesano, pedindo “apóstolos e catequistas à maneira de Paulo e de Pedro, com a certeza de que Ele é verdadeiramente o centro da sua vida e o fundamento das suas opções”. D. Manuel Quintas fez ainda o balanço da vivência do Ano Paulino na diocese algarvia apontando a consciência da co-responsabilização na Igreja de todos os seus membros como o grande fruto deste acontecimento. “Este ano, que hoje concluímos com toda a Igreja, permitiu-nos, inspirados e guiados pelo apóstolo Paulo, regressar às origens da fé da Igreja nascente; despertar, com uma consciência renovada para a nossa condição de discípulos e apóstolos de Cristo e abrirmo-nos a uma participação e edificação co-responsável das nossas comunidades locais”, afirmou. “Paulo ensinou-nos e continua a ensinar-nos que na Igreja todos os baptizados são co-responsáveis na vida e missão da Igreja segundo a sua graça própria ou ministério que lhes foi dado. A co-responsabilização de todos os baptizados no anúncio do Evangelho deve presidir e preceder todas as formas de serviço na Igreja”, acrescentou o Prelado, lembrando que “todos contribuem, cada um a sua modo, para a realização da missão da Igreja”, apontando como exemplo concreto o dos catequistas. “Estou certo e espero que este Ano Paulino tenha contribuído para despertar em nós esta consciência e sobretudo que nos mobilize para prosseguirmos neste caminho”, desejou. Aos catequistas, o Bispo diocesano manifestou a sua esperança. “No vosso serviço exercido semana após semana, ano após ano, e para alguns até década após década, vejo o compromisso o paradigma do compromisso missionário da Igreja que tem sempre necessidade de doações radicais e totais, de impulsos novos e corajosos”, disse, manifestando o “reconhecimento de toda a diocese” pelo seu serviço, deixando uma palavra de estímulo a prossigam o caminho que vem sendo apontado pelo Programa Pastoral da diocese inspirado no lema «Fazei o que Ele vos disser», ou seja, “na Palavra de Deus como meio imprescindível de aprofundamento da fé e de participação co-responsável na edificação de uma Igreja fiel à sua vocação e missão”, afirmou. D. Manuel Quintas apelou ainda, na celebração em que também renovaram os seus votos de consagração a Deus e à Igreja algarvia as religiosas do Instituto Missionário Filhas de São Paulo (paulinas), à “audácia apostólica” e a uma “renovada criatividade pastoral” tendo São Paulo como guia. Após a entrega dos diplomas aos 48 catequistas homenageados, o Bispo diocesano desejou que aquele gesto “fosse sinal não só de reconhecimento e gratidão, mas também de estímulo” a prosseguirem na sua missão. De acordo com o Bispo do Algarve, a diocese conta com cerca de 1249 catequistas, segundo dados de 2008.