As manhãs radiosas, cheias de Sol que nos acalenta e de luz diáfana que ternamente nos envolve… As brisas suaves que sobem do Oceano invadindo as encostas e beijando, numa subtil carícia, os píncaros longínquos perdidos nas alturas celestes. As fontes e os riachos cantantes que de pedra em pedra e de açude em açude descem por entre a verdura sempre renovada, as águas bem salgadas do imenso oceano… As florestas com todos os seus tons de verde onde as aves, em chilreio constante, formam coro sinfónico que nos enche a alma e nos alegra o coração… Os campos na planura infinita, toda pejada das mais variegadas flores, espalham ao perto e ao longe as inebriantes fragrâncias que nos encantam os olhos e nos deliciam o olfacto… Na linha do horizonte desdobram-se cordilheiras e mais cordilheiras todas cobertas de um verde escuro e de penhascos grotescos ali postos desde a feitura do universo… Se nos chegarmos e subirmos encosta acima, mesmo até ao píncaro mais elevado, como que caímos em êxtase e, num deslumbramento, brota-nos do fundo da alma um hino de louvor por tanta beleza ali posto diante dos nossos olhos, autêntica obra do divino Criador… A Ele, ao Criador omnipotente resta-nos apenas ciciar uma prece, toda cheia do nosso mais profundo reconhecimento e, ao mesmo tempo, deixar-nos envolver por Ele, ali presente na beleza de todas as coisas…
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CONTEMPLAÇÃO
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