Celebrar o Dia do Fundador é sempre um momento de acção de graças a Deus para os membros da instituição fundada. No caso do ISCF foi um momento de “louvor pelo dom que foi para a Igreja aquele sacerdote apaixonado por Jesus Cristo, pela Igreja e pela Família”. “É momento para aprofundar os traços vocacionais de monsenhor Joaquim Alves Brás que viveu plenamente a sua entrega e procurou estar atento aos apelos divinos, comprometendo-se, por inteiro, na missão que Deus lhe confiara em total comunhão com a Igreja”, justificam as responsáveis daquele instituto secular no Algarve. Tendo em conta que o carisma do ISCF é o cuidado pela santificação da família, expresso na máxima do fundador “salvemos a família e salvaremos o mundo”, o dia da celebração associou este ano as famílias que aderiram ao movimento de oração pela sua causa. A iniciativa, que tinha também como objectivo o interrelacionamento das famílias entre si, proporcionando o conhecimento mútuo e o fomento de laços de amizade, procurou reflectir sobre o papel da família. Tendo como tema “A Família à luz da Sagrada Família de Nazaré”, o encontro foi orientado pelo diácono António de Freitas que considerou complexo reflectir sobre a estrutura familiar “porque a vivência da fé cristã vai-se esbatendo cada vez mais”, “além de outras dificuldades provenientes da desestruturação da família que nos nossos dias vão assumindo proporções e ideologias preocupantes”. “Apesar do muito que hoje se diz e pensa acerca da instituição familiar, nunca devemos esquecer que o nosso exemplo de família é a de Nazaré”, destacou. Apontou então alguns exemplos, concepções e gestos da Família de Jesus que considerou servirem de exemplo às famílias actuais e que “se estivessem nas consciências hodiernas, evitava tantas más concepções, tantas calamidades e frustrações que hoje se vive no seio familiar”. Salientando que “a Palavra de Deus e a oração familiar têm lugar na família quotidiana”, destacou o matrimónio como dom de Deus. “Se é dom não é uma propriedade absolutamente minha”, elucidou, apelando à protecção do sacramento. Por outro lado, destacou também que os esposos não são propriedade um do outro, mas dom recíproco. O encontro terminou com a distribuição de uma lembrança a cada família e com um lanche-convívio.