O mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo constitui para a Igreja universal o acontecimento que substancia e dá sentido ao seu plano de evangelização. A imersão no ‘coração’ das celebrações pascais dá-se Quinta-feira Santa com o início do Tríduo Pascal, na Missa vespertina da Ceia do Senhor. Comemorou-se a instituição dos Sacramentos da Eucaristia e da Ordem e o mandamento do Amor (o gesto do lava-pés). A simbologia do sacrifício foi expressa pela separação dos dois elementos "o pão" e "o vinho". Esse evento do mistério de Jesus também se tornou manifesto no gesto do lava-pés. Depois do longo silêncio quaresmal, a liturgia cantou o Glória. No final da Missa, o Santíssimo Sacramento foi trasladado para um outro local, desnudando-se então os altares. Sexta-feira Santa não se celebra a Eucaristia, tendo lugar a celebração da morte do Senhor, com a adoração da cruz. O silêncio, o jejum e a oração marcam o dia de Sexta-feira Santa. A celebração da tarde é uma espécie de drama em três actos: proclamação da Palavra de Deus, apresentação e adoração da cruz, comunhão. Sábado Santo é dia alitúrgico: a Igreja debruça-se, no silêncio e na meditação, sobre o sepulcro do Senhor. A única celebração primitiva parece ter sido o jejum. A Vigília Pascal é a "mãe de todas as celebrações" da Igreja. Celebra-se a Ressurreição de Cristo, a Luz que ilumina o mundo, e para transmitir esse simbolismo deve ser celebrada não antes do anoitecer e terminada antes da aurora. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Baptismo e, por fim, a liturgia Eucarística. Ainda hoje continua a ser a noite por excelência do Baptismo, sendo por isso o sacramento administrado a muitos adultos que se prepararam durante algum tempo para o receber. No Algarve, as celebrações de Sexta-feira Santa, Sábado Santo e Domingo da Ressurreição multiplicam-se pelas 78 paróquias e vicariatos paroquiais, assumindo particular destaque as que ocorrem na Sé Catedral de Faro, presididas pelo Bispo diocesano, pelo carácter e significado que em si encerram como representação de toda a Igreja algarvia. Assim sendo, aqui fica uma vez mais o programa das celebrações previstas para a Catedral algarvia. Quinta-feira Santa 10.00h – Missa Crismal, com bênção dos Óleos Santos, com a presença de todo o presbitério algarvio 18.00h – Missa Vespertina da Ceia do Senhor terminando com adoração ao Santíssimo Sacramento Sexta-feira Santa 10.00h – Laudes 15.00h – Solene Liturgia da Paixão do Senhor Sábado Santo 10.00h – Laudes e unção dos catecúmenos 22.00h – VIGÍLIA PASCAL com administração dos Sacramentos da Iniciação Cristã aos Eleitos Domingo da Ressurreição do Senhor 12.00h – Missa Estacional da Páscoa do Senhor