No âmbito da peregrinação que aquele símbolo está a realizar pelas paróquias da vigararia de Faro, como sensibilização para a Jornada Diocesana da Juventude deste ano, a oração que teve lugar na igreja paroquial de São Luís, em Faro, foi aproveitada também pelos jovens daquela paróquia para fazer a passagem do testemunho aos jovens da paróquia de Olhão, acompanhados pelo seu pároco, o padre Luís Gonzaga. Para além dos representantes destas duas comunidades estiveram também presentes jovens da paróquia da Sé e de São Pedro de Faro, desta última concretamente da comunidade do Patacão. Também presente esteve o grupo de jovens de Aljezur que animou a vigília com cânticos de Taizé, um grupo de 12 elementos da paróquia de Ferreiras e alguns seminaristas. O pároco da comunidade anfitriã, que presidiu à celebração, começou por sublinhar o “colorido ecuménico” atribuído àquela realização, ainda mais evidenciado pela presença de um sacerdote da comunidade ortodoxa romena do Algarve. O padre António da Rocha iniciou a celebração deixando clara a sua intenção. “Vamos orar ao Senhor para que os obstáculos que ainda existem e que dificultam que todos vivamos a nossa comunhão no mesmo Deus, possam ser ultrapassados e todos possamos entender-nos não apenas na fé, mas também no rito e na linguagem para assim o nosso louvor ser mais significativo e expressivo”, sublinhou. Num dia em que a liturgia da Igreja assinalava também a conversão de São Paulo, o sacerdote apelou também à conversão dos presentes e ao encontro com Cristo. “Conversão na linha da prática da vida”, explicitou, exortando os jovens a “afinar a sua vida pela mensagem e pela Boa Nova de Jesus Cristo”. Explicando que “a conversão de São Paulo foi um descobrir Jesus Cristo”, o padre António da Rocha constatou a existência de alguma separação entre a fé e a vida dos cristãos de hoje. “Por vezes podemos andar a praticar muitos actos religiosos, mas ainda não chegámos a Jesus Cristo”, observou, apelando à necessidade de “fazer de Jesus Cristo uma referência viva na vida, no agir, na linguagem e no comportamento”. “Não faltam ídolos e deuses até para muita gente que pratica a religião, mas depois a vida não é condizente com a fé que dizemos professar. A prática da nossa vida, os nossos critérios, os nossos valores, os nossos comportamentos, as nossas atitudes, o modo de nos relacionarmos, a nossa maneira de viver, às vezes de cristão não tem muito. Então a conversão de São Paulo é um apelo à nossa própria conversão para que nos deixemos iluminar pela pessoa de Jesus Cristo”, complementou. Referindo-se à causa da unidade dos cristãos, particularmente ao centenário da criação do oitavário de oração por esta intenção, explicou que aquela noite era de “louvor ao Senhor, de comunhão entre todos, de oração pela causa da unidade de todos aqueles que se dizem cristãos”. Não obstante, ainda a existência de “barreiras, obstáculos e impedimentos”. “Queremos, tal como aconteceu com Paulo, que haja uma conversão dos cristãos para que, pela nossa unidade, o mundo acredite”, afirmou. Nas suas preces, os jovens pediram de modo particular pelo Quénia, para que consiga ultrapassar a actual crise política e também pelos imigrantes, para que se sintam bem acolhidos. A Cruz das JDJ seguiu agora para a paróquia de Olhão, onde permanecerá durante toda a semana.