De acordo com o padre Mário de Sousa, coordenador do Pólo de Faro do CEFLA, «para além das 15 inscrições chegadas no início do ano pastoral, houve entretanto mais 4 novos inscritos». «É impossível começar um curso, com duração de 4 anos, com 18 alunos (9 ordinários e 9 extraordinários), porque já se sabe que, ao longo do percurso, alguns acabarão por desistir», considera o padre Mário de Sousa, que justifica a decisão. «Havendo 18 alunos implica termos uma média de 6 alunos por cada uma das 3 áreas temáticas, sendo que só a Liturgia tinha 7 inscrições», complementou. O coordenador do Pólo de Faro do CEFLA encontra mesmo uma explicação para o facto de não haver inscrições suficientes e alerta para o facto de os destinatários do CEFLA se irem, para já, esgotando. «É preciso compreendermos que este seria já o quinto grupo que o CEFLA iria formar e, ao fim e ao cabo, os nossos leigos mais responsáveis e mais abertos a este tipo de formação, se calhar, já estão formados», afirma o padre Mário de Sousa que salienta as «dezenas e dezenas de pessoas que, ao longo destes anos se formaram no CEFLA». «Sendo o CEFLA uma escola com um modelo de estudo um pouco mais exigente (frequências, exames e trabalhos), é natural que nem toda a gente o possa frequentar» lembra o sacerdote que entende estar-se a viver um «momento de paragem». O padre Mário de Sousa esclarece ainda que «as paróquias não estão ao serviço do CEFLA». «O CEFLA é uma instituição que está ao serviço das paróquias e os cursos acontecerão ou não, consoante as necessidades paroquiais», clarifica. Garantindo que «o CEFLA não está em causa», reconhece que «o que poderá estar mais em causa é a concretização de uma das alíneas do Programa Diocesano de Pastoral». «Não podemos desligar o CEFLA do seu objectivo último que é a formação de leigos, e em última análise, de leigos mandatados, para o exercício dos diversos ministérios e isto faz parte do nosso Programa Diocesano de Pastoral», frisou. Em relação ao futuro, o coordenador do Pólo de Faro do CEFLA deixa a certeza de uma nova tentativa para abertura do Curso Básico de Teologia para Agentes de Pastoral no início do próximo ano pastoral.