Com 61 participantes, incluindo três casais, a formação destinou-se a catequistas que, embora já exercessem esse serviço nas paróquias, não tinham ainda completado qualquer Curso de Iniciação e àqueles que, tendo já essa formação básica, o fizeram há muitos anos, necessitando agora de uma reciclagem. Um terço dos participantes da primeira parte do Curso de Iniciação de Catequista estava nesta última situação. A irmã Alda Maria Rego, responsável pelo Sector Diocesano Catequese da Infância e Adolescência (SDCIA), sublinhou a importância desta consciencialização tendo em conta que “a linguagem pedagógico-catequética mudou muito” nos últimos anos. Por outro lado, a religiosa destacou ainda o facto de terem participado grupos de paróquias que não tinham hábito de participação nos últimos tempos. O curso, composto por cinco módulos com três temas por cada módulo, privilegiou nesta primeira parte a formação doutrinal, teológica, bíblica, psicológica e espiritual, com destaque por exemplo para a importância da oração na vida do catequista, bem como para a necessidade da sua integração e da do grupo na comunidade. Para além do itinerário catequético, foi salientada também a importância das dinâmicas, estratégias e metodologias na catequese activa e dada maior atenção à parte pedagógica do que à vertente psicológica da infância e da adolescência, religiosa e não apenas evolutiva, também abordada. A irmã Alda Rego justificou esta opção com o facto de “as pessoas não saberem como fazer catequese” e lembrou que “a mensagem sem a pedagogia não entra”. “É tão importante aquilo que digo como a forma como digo o que digo”, fundamentou. Igualmente em destaque estiveram os principais documentos da Igreja sobre a catequese como o Directório Geral da Catequese, as exortações apostólicas ‘Evangelii Nuntiandi’ e ‘Catechesi Tradendae’, respectivamente dos Papas Paulo VI e João Paulo II, e o Catecismo da Igreja Católica. A maioria das pessoas “nem sequer conhecia os documentos da Igreja sobre a catequese”, constatou aquela responsável. Procurou-se ainda sublinhar nos catequistas vindos das paróquias de Alte, Armação de Pêra, Conceição de Faro, Estoi, Estombar, Lagoa, Lagos, Monchique, Odiáxere, Porches, Portimão, Querença, São Pedro e Sé de Faro, Sagres e Silves, a “consciência da necessidade da formação espiritual, pedagógica e doutrinal”. A segunda parte do curso será mais de ordem prática. Embora esteja previsto continuar a destacar o itinerário catequético, a segunda metade da formação terá uma forte incidência na experimentação de estratégias, metodologias e dinâmicas. Embora este seja o único Curso de Iniciação de Catequistas de carácter diocesano a realizar neste ano pastoral, a irmã Alda Rego explica que, tal como sucedeu o ano passado, outros poderão ter lugar nas vigararias que compõem a diocese, caso haja interesse e o número de participantes o justifique. Aquela responsável ressalva no entanto que este “é um primeiro trabalho que exige depois um Curso Geral”.