Na ocasião, o Bispo diocesano explicou que “a espiritualidade do Coração de Jesus é a espiritualidade do amor”, um “amor desmedido” até porque “não há medidas humanas que possam medir aquilo que não é humano”. “A espiritualidade do coração de Jesus passa exactamente por reconhecermos a grandeza do amor de Deus por nós, manifestado sobretudo em Cristo trespassado e por lhe correspondermos com o mesmo amor”, complementou D. Manuel Quintas, lembrando que a espiritualidade de Santa Margarida Maria Alacoque, cujas relíquias passaram há pouco tempo pela diocese algarvia, revela exactamente isto. Recorde-se que Santa Margarida Maria Alacoque foi a mulher que, no mosteiro de Paray le Monial, em França, professou e foi agraciada com as confidências místicas do Sagrado Coração de Jesus, promovendo a instituição da sua festa. O Bispo diocesano, que lembrou que naquele dia “tudo converge para o coração de Cristo aberto na cruz, de onde nasceu a Igreja”, recordou ainda os dois institutos religiosos presentes no Algarve com ligação ao Sagrado Coração de Jesus: as Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, em Faro, e os Sacerdotes do Coração de Jesus (dehonianos) de Vila Real de Santo António, congregação à qual também D. Manuel Quintas pertence. As três religiosas da primeira comunidade renovaram mesmo os seus votos no decurso da Eucaristia. No final da celebração também os associados do Apostolado de Oração receberam as insígnias depois de benzidas pelo Bispo diocesano.