O Bispo diocesano considerou ainda que “a preocupação do padre Domingos é saber como levar para a frente a gestão destas obras da paróquia” e apontou uma solução. Para o Prelado “é possível criar uma equipa de leigos, capazes e empenhados, que possa levar para a frente a gestão destas obras”, uma solução que reconheceu não ser “fácil”, mas “possível” e que, na sua opinião, deverá constituir uma “prioridade”. “Não é absolutamente necessário que seja o padre a fazer essa gestão”, pois, considerou “o padre é, acima de tudo, um pastor, não um gestor”. “A minha primeira preocupação com os padres da diocese é que sejam pastores porque é essa a sua vocação. É para isso que são chamados, não para serem gestores de obras para as quais não estão preparados e vocacionados. Isto não quer dizer que essas obras não sejam necessárias, nem importantes, nem que a Igreja não as fomente”, complementou o Bispo do Algarve, considerando que um dia em que venha um novo pároco para a Mexilhoeira Grande, “se for verdadeiramente pastor, estará aberto a todas as necessidades da paróquia, incluindo as sociais, o que não quer dizer que ele tenha de ser o gestor destas obras”. “As obras surgem como apelo interior daquele que é pastor e quer o bem da sua comunidade”, clarificou D. Manuel Quintas. Este foi um dos apelos que o Bispo da diocese algarvia deixou àquela comunidade cristã, sublinhando sobretudo que “o aspecto verdadeiramente importante é o seu crescimento, tomando, cada vez mais, consciência da sua fé”. D. Manuel Quintas manifestou ainda a vontade de continuar a poder contar no Algarve com o trabalho e presença dos sacerdotes da Companhia de Jesus.