O Bispo Emérito de Díli (Timor) fundamentar a sua intervenção, lembrando que “a Doutrina Social da Igreja indica constantemente a exigência de respeitar a dignidade das crianças”. O Prelado defendeu que “a família deve reservar uma especialíssima atenção à criança de modo a desenvolver-se estima profunda pela sua dignidade pessoal” e “grande respeito pelos seus direitos que se devem servir generosamente”. “Isto vale para todas as crianças, mas reveste-se de urgência singular quando a criança é mais pequena, tem maior necessidade, é doente, sofredora ou diminuída”, complementou. D. Ximenes Belo considerou que “os direitos das crianças devem ser protegidos pelos ordenamentos jurídicos” e que “é necessário o reconhecimento público em todos os países do valor social da infância”. “O primeiro direito da criança é o direito a nascer numa verdadeira família, um direito cujo respeito sempre foi problemático e hoje conhece novas formas de violação devido ao progresso das técnicas genéticas”, lamentou, constatando que “a situação de grande parte das crianças no mundo está longe de ser satisfatória por falta de condições ligadas à falta de serviços sanitários, de uma alimentação adequada, de possibilidade de receber um mínimo de formação escolar e uma casa”. “Permanecem irresolutos ademais alguns problemas gravíssimos como o tráfico de crianças, o trabalho infantil, o fenómeno dos meninos de rua, o uso de crianças nos conflitos armados, o matrimónio de meninas em certas regiões do mundo, o uso de crianças para o comércio de material pornográfico”, lastimou, considerando “indispensável combater, no âmbito nacional e internacional, as gravíssimas ofensas à dignidade dos meninos e meninas que são expressão da exploração sexual, das pessoas dadas à pedofilia e das violências de todo o tipo”. “Trata-se de proteger os direitos inalienáveis de todas as crianças”, apontou. Mais fotos na Galeria de Imagens