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DAN FRAUDE OU UMA HISTÓRINHA DE HARRY POTTER?

Trata-se de uma fantasia, criada pela imaginação de Dan Brown e não passa disso mesmo, como tantas outras obras fantasiosas que ao longo dos tempos têm tentado desacreditar Jesus Cristo. A única preocupação que tal engodo pode suscitar, diz respeito àquelas pessoas que pela sua simplicidade ou reduzida cultura, possam eventualmete ficar impressionadas com as imagens do filme, por não serem capazes de destrinçar entre a fantasia e a realidade. Aí reside justamente a fraude: É que o próprio autor, começando por dizer que se trata de um romance, fala depois, em diversas circunstâncias, como se a sua obra resultasse de um trabalho de investigação históricamente fundamentada, quando na verdade se trata de uma fantasia, de uma ficção burlesca. Aliás, a Opus Dei pediu à Sony que apresentasse o filme com uma legenda inicial, que informasse os espectadores que o filme é uma fantasia o­nde qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. A resposta foi o silêncio! O autor do livro e os responsáveis do filme sabem que estamos em presença de uma fantasia, mas não o esclarecem cabalmente e tiram partido da ambiguidade, certamente por razões comerciais, mas também, porque, no fundo se querem servir da obra para, através da ficção e da fantasia, criar uma vaga de fundo contra a fé cristã e, eis a Dan Fraude! O comportamento destas pessoas não é de todo inocente. Eles visam mesmo ofender-nos, insultar-nos, caluniar-nos e pior do que tudo isso, enchovalhar e desmerecer a memória do Senhor Jesus Cristo e de vários dos seus discípulos e discípulas, muito particularmente da primeira testemunha da Ressurreição, Santa Maria Madalena. Este tipo de ataques não são inéditos e bem recentemente ocorreram outros semelhantes, embora de menor dimensão, que visam desacreditar a fé cristã. Recordo apenas que na última Páscoa, foi lançada a polémica sobre o “Evangelho de Judas” e na Páscoa de há uns três ou quatro anos surgiu a bombástica notícia de que tinham aparecido em Jerusalém uns sarcófagos ou ossários de uma família do século I, com os nomes de Jesus, Maria, José, Tiago, João. Os arqueólogos do Estado de Israel, vieram agora a concluir cientificamente que tais ossários eram pura e simplesmente uma fraude, e que a sua datação é bem recente, tendo apenas meia dúzia de anos. O trabalho que os falsários tiveram para tentar desacreditar a fé cristã! Isto mostra-nos que estas coisas não surgem por acaso, nem são obra do acaso. São perfídias bem planeadas e melhor executadas, com finalidades comerciais e que principalmente visam abalar os fundamentos da fé cristã. Porém, todas as falsificações, por mais perfeitas que sejam, deixam sempre à mostra, as marcas da falsidade, que mais tarde ou mais cedo acabam por ser detectadas! No caso da Dan Fraude, uma dessas marcas é o conto burlesco do “Priorado de Sião”, inventado por um francês que se quis fazer passar por descendente dos reis franceses da dinastia dos Merovíngios e ampliada por outros burlões que fizeram recuar a origem da dinastia Merovíngia a uma hipoteteca descendência de Jesus. Como se vê a Dan Fraude teve origem nas fantasias de alguém que se imaginava o legítimo Rei de França, sendo assim fruto de imaginações doentias e fantasiosas, de pessoas que viveram apegadas a velhas tradições monárquicas e que depois sonharam para elas próprias uma papel importante na restauração de uma antiga dinastia, nem que para isso tenham que ter inventado uma história. Esta obra não tem qualquer base de verdade, mas apesar disso parece-me que não tem mal algum que os cristãos a leiam ou até vão ver o filme, desde que saibam e tenham bem presente que se trata de uma fantasia, de uma ficção, como são a maior parte dos filmes. Aliás esta fantasia é tão manifestamente grotesca que pessoalmente, em vários momentos, tive a sensação de estar a ver o primeiro filme de Harry Potter, nomeadamente quando o Professor Robert Langdon revela à jovem Sophie Neveu que ela é descente de Jesus e quando logo de seguida ela é acolhida pelos membros do “Priorado de Sião” e uma porta-voz lhe diz qualquer coisa do género “Sophie há muito tempo que estavamos à tua espera, rezei muito por este momento”. A semelhança com os mágicos de Harry Potter é tal que os pais do pequeno mágico também morreram num acidente tal como os pais da tão esperada Sophie e quando Harry Potter chega à Escola dos Mágicos, alguém também lhe diz “Mr Potter estavamos à sua espera”. Em todo o caso, e para aqueles que possam ainda assim, dar algum crédito a tão pretensiosa charlatanice, a ocasião pode constituir para a Igreja, no dizer do Cardeal Camillo Ruini, Vigário do Santo Padre para a Diocese de Roma e Presidente da Conferência Episcopal Italiana, uma ocasião para desenvolver um “trabalho pedagógico sobre a história do Cristianismo e da fé”.

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