Confirma-se assim a feliz inspiração que teve o saudoso Papa João Paulo II que criou o Pontíficio Conselho para a Cultura, por ver na cultura, um terreno fértil para o aprofundamento do diálogo comum entre os cristãos de diversas confissões cristãs e até com os não cristãos. O Encontro foi presidido pelo Cardeal Paul Poupard, Presidente do Conselho Pontifío para a Cultura e pelo Arcebispo Kirill, Metropolita de Smolensk e Kaliningrad e Presidente do Departamento para s Relações Exteriores do Patriarcado de Moscovo. O Santo Padre Bento XVI enviou uma Mensagem aos participantes do Encontro, onde “não deixou de destacar como as populações do continente europeu se encontram nesta época, interpeladas por emergentes perguntas sobre o sentido da vida, sobre o valor da liberdade e sobre o próprio futuro da Europa” e de reafirmar que “a Igreja «especialista em humanidade», não se cansa de reiterar que somente conservando e valorizando plenamente o património de valores transmitido pelos antepassados, a Europa pode escrever uma nova página da sua história, respeitando a dignidade do homem e banindo definitivamente abusos e violências contra os direitos humanos, porque isso constitui um grave obstáculo ao desenvolvimento integral das Nações, polui o coração do homem e prejudica grandemente a honra do Criador”. Este importante acontecimento eclesial, que juntou pela primeira vez num acto público, católicos e ortodoxos do Patriarcado de Moscovo, constituiu um manifesto e significativo sinal da aproximação e unidade dos cristãos, processo que é lento, gradual, que exige muita paciência, diálogo, e acima de tudo caridade, contribuindo para que, independentemente das diferenças e dos receios mútuos que possam subsistir, os cristãos possam “viver reconciliados desde já”.
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DAR UMA NOVA ALMA À EUROPA
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