Segunda-feira 22 de Julho de 2019
Inicio / Noticias / DESERTOS E DESERTIFICAÇÃO

DESERTOS E DESERTIFICAÇÃO

De facto, as Nações Unidas têm fortes razões para esta escolha. É que, por um lado, a desertificação assume as formas mais alarmantes de degradação do ambiente e, pelo outro, ameaça tanto a saúde como os meios de subsistência de cerca de um bilião de pessoas, segundo os estudos e as observações de alguns peritos nesta matéria. Os mesmos especialistas afirmam que o fenómeno da desertificação juntamente com a seca têm causado uma perda de produção agrícola, a nível mundial, na ordem dos 40 biliões de dólares. Devido, pois, à gravidade deste fenómeno, e ao escolherem o corrente ano para o ano internacional dos Desertos e da Desertificação, as Nações Unidas querem envolver os países na necessidade de medidas urgentes e concretas no sentido de ser minimizado este problema. Pois, na realidade, não podemos esquecer que, actualmente, cerca de um sexto da população mundial já se encontra ameaçada pela desertificação. E os cientistas e técnicos acrescentam que o nosso planeta corre o risco de ver cerca de 41 por cento da sua superfície transformada em deserto. As consequências deste fenómeno são trágicas e estão já a sentir-se devido à erosão dos solos sobretudo naquelas regiões o­nde a chuva é escassa. Assim, e segundo alguns cálculos, já se perderam, nos últimos tempos, cerca de 3600 milhões de hectares de terra arável… Daí também a fome e a pobreza a aumentarem em certas regiões, provocando tensões sociais e políticas, particularmente nos países denominados em desenvolvimento… Todo este problema é deveras complexo, pois, se por um lado, a causa de desertificação pode ser atribuída às alterações climatéricas, pelo outro, há que responsabilizar também certas actividades humanas, nomeadamente aquelas que causam a poluição do nosso planeta. Por isso é oportuna esta chamada de atenção da o­nU para que os responsáveis mundiais tomem a peito este magno problema e procurem minimizá-lo enquanto é tempo.

Verifique também

Bispo do Algarve destacou ação das Misericórdias para “curar as chagas humanas e sociais”

O bispo do Algarve considerou ontem que “as Misericórdias se situam entre as instituições que, …