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“Dez Milhões de Estrelas”, “Um Gesto de Paz” que volta a “iluminar” o Algarve

Para que a envolvência de todos seja assegurada, começando logo pelos mais pequenos, a Cáritas Diocesana do Algarve volta a garantir este ano que o trabalho a realizar nas escolas e nas catequeses paroquiais «é fundamental». Carlos Oliveira, presidente da Cáritas Diocesana lembra que seria de se aproveitar o fotoforo (vaso em terracota de 11 cm de altura com cera) «como suporte para ser utilizado pelas crianças para que simbolizem, através da pintura, o que entendem por Paz». Por outro lado, frisa ainda o responsável, «o trabalho nas escolas é extremamente importante, não só através dos professores de EMRC – Educação Moral e Religiosa Católica, mas também através dos outros professores cristãos que consigam convidar os seus alunos». «Dever-se-iam fazer, em determinadas disciplínas, referências à paz, à justiça e a solidariedade, por forma a cativar a juventude para que mobilize as suas famílias», acrescentou. Comparativamente ao ano passado, aquando da primeira edição da iniciativa em Portugal e naturalmente na diocese algarvia, Carlos Oliveira assegura que, desta vez, a organização está «um pouco melhor estruturada», havendo «uma maior ambrangência de participação de instituições da Igreja, o que pressupõe que também haverá um maior alargamento junto da sociedade civil». «O ano passado centrámo-nos na participação dos cristãos, mas pretendemos que a envolvência de uma acção desta natureza se faça sentir junto de toda a população cívil, pois os valores em causa são universais», complementou o presidente da Cárias algarvia. Certo de que «as comunidades paroquiais têm um papel muito importante» nessa mobilização, Carlos Oliveira mostra-se confiante que «as pessoas vão ser mais sensibilizadas e que as comunidades paroquiais vão desenvolver todo um esforço para alargar o âmbito da participação». Para além das escolas e das paróquias a Cáritas Diocesana do Algarve pretende uma vez mais contar com a colaboração de entidades oficiais como Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia, havendo, segundo o seu presidente, já algumas parcerias confirmadas. Faro e Portimão são duas das localidades que também já confirmaram mais uma vez a sua adesão ao projecto, podendo, de acordo com Carlos Oliveira, haver muitos outras comunidades do Algarve que também «já manifestaram o seu interesse e certamente se organizarão». Assim, tanto em Faro como em Portimão, decorrerão actividades ao longo do dia 18 de Dezembro, havendo depois, à noite, uma “Marcha pela Paz” até um determinado espaço de cada uma das cidades. Em Faro, a Cáritas Diocesana pretende mobilizar as escolas e as catequeses para que, na tarde do dia 18, as crianças façam trabalhos de pintura e olaria alusivos à paz, no largo fronteiro à Ermida de São Luís, para onde, à noite, vai convergir a caminhada vinda do largo da Escola Secundária João de Deus (Liceu). Também em Portimão, na Alameda, espaço em frente da igreja do Colégio para o­nde, pelas 19 horas, irá convergir a “Marcha pela Paz” oriunda das 3 paróquias da cidade, estará patente, durante a tarde, uma exposição de trabalhos alusivos à paz, realizados pelas crianças das catequeses das 3 comunidades paroquiais portimonenses. Embora ainda não seja possível “levantar demasiado a ponta do véu” em relação à dimensão cultural do evento, pode-se já assegurar que na capital algarvia haverá a participação de um cantor algarvio, de um grupo de jazz e de alguns grupos de jovens. Em Portimão, para além da intervenção dos vários grupos paroquiais com coros, músicas e canções, haverá ainda um grupo de cantares populares, bem como a participação da Banda Filarmónica e da Fanfarra dos Bombeiros da cidade. A segunda fase da campanha será realizada, tal como o ano passado, a 24 de Dezembro, no seio ambiência familiar da noite de consoada e o pretendido é que, em cada casa, entre as 21 e as 23.30 horas, se acenda uma vela, preferencialmente, colocada à janela por forma a ser vista da rua. Segundo Carlos Oiveira, tal como estava previsto, «as verbas reunidas na acção do ano passado reverteram a favor da aquisição de algumas canadianas e andarilhos e o remanescente vai ser entregue a uma criança de Monchique, aluno de uma escola primária, que apenas consegue escrever através de um computador por meio de próteses especiais». Segundo o mesmo responsável, este ano, os fundos angariados também já têm destino certo. «Face às sucessivas calamidades que têm assolado o Haiti, 25 por cento dos fundos vão reverter em a favor das suas crianças», enquanto os restantes 75 por cento reverterão para contribuir com a construção do Centro Paroquial e Social da paróquia de Nossa Senhora do Amparo, em Portimão. «Pensámos que face à diversidade de valências que esse Centro Social vai ter, nomeadamente o Apoio a Idosos, o Refeitório Social para passantes, o Centro de Dia, as Salas de Computação para crianças e jovens e os salões à disposição da comunidade envolvente, e uma vez que está construído apenas com dinheiros da comunidade, seria de todo o interesse levar por diante o equipamento com mais esta ajuda, por forma a que as obras se concluíssem no mais rápido espaço de tempo e pudessem logo dar resposta àquilo para que vão estar vocacionadas», esclareceu Carlos Oliveira. Este ano, a Cáritas algarvia encomendou 20 mil velas e 1200 fotoforos, sendo que as velas serão vendidas a 1 euro cada uma ou a 3 euros o conjunto de 4 unidades e os fotoforos a 2,5 euros cada um. Velas e fotoforos poderão ser adquiridos na Cáritas Diocesana do Algarve, na Rua Brites de Almeida, em Faro, ou em qualquer paróquia.

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