Sexta-feira 23 de Agosto de 2019
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DIA MUNDIAL DA ÁRVORE

Esta é, sem dúvida uma daquelas efemérides que nos desperta para o problema deveras importante que a toda a humanidade diz respeito e, nos tempos que correm, com particular interesse e responsabilidade para nós portugueses. É que, segundo as estatísticas, os incêndios florestais, em 2005, no nosso país, devastaram mais de 325 mil hectares da nossa floresta.Parece incrível mas é a realidade crua e nua, o número total de incêndios florestais passou dos 35.700. Este flagelo devastador atingiu todos os nossos distritos, sendo o de Coimbra o mais sacrificado com 47.642 hectares queimados.Seguem-se os distritos de Viseu com 37.837 hectares, de Vila Real com 35.002 hectares, de Santarém com 28.749 hectares, de Viana do Castelo com 27.060 hectares, de Leiria com 25.665 hectares, da Guarda com 24.592 hectares, do Porto com 22.292 hectares, de Aveiro com 22.012 hectares, de Castelo Branco com 20.124 hectares, de Braga com 12.354 hectares, de Bragança com 12.335 hectares, de Lisboa com 2.076 hectares, de Portalegre com 1.881 hectares, de Faro com 1.666 hectares, de Beja com 1.606 hectares, de Évora com 1.373 hectares e de Setúbal com 1.008 hectares. Todos estes números evidenciam que os distritos do Sul, este ano, foram mais poupados relativamente aos anos anteriores, muito provavelmente devido ao pouco que resta da floresta sobretudo no que se refere ao nosso distrito de Faro. Quanto às causas, que são diversas, sem dúvida, dessa tão grande desgraça que tem assolado o nosso país, de certo, que entre todas elas, a mais evidente e comum é a do fogo posto. E, infelizmente, neste como noutros sectores a fragilidade das leis e a morosidade dos processos pouco têm ajudado a solucionar este tão danoso problema. É certo que, nestes últimos anos, verificou-se um grande empenho em repor, de certo modo, as áreas que têm sido dizimadas pelas chamas. Basta relembrar que no ano transacto foram replantadas 208.113 hectares o que realmente, é muito bom, mas insuficiente. Daí o esforço que, ultimamente, se tem verificado por parte não só dos responsáveis directos pela área das florestas, como também por muitos outros sectores como, nomeadamente pelos estabelecimentos de ensino e autarquias… Esperamos que no próximo Dia Mundial da Árvore os amigos e promotores da campanha «pro Árvore» continuem, com todo o seu entusiasmo, a estimular os responsáveis e a sociedade civil por esta causa que é uma das causas de todos nós.

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