A guerra, no dizer do grande orador P. António Vieira, é um monstro que provoca a destruição de pessoas e bens… Infelizmente, apesar de todos os esforços desenvolvidos para resolver os conflitos através de conversações e entendimentos entre os desavindos, a realidade aí a temos crua e nua: desde a última Grande Guerra, nunca a verdadeira paz se estabeleceu em todas as partes do mundo. A instabilidade instalou-se em todos os Continentes a gerar conflitos e a espalhar o terror não só nos locais onde rebentaram as lutas, como também entre as populações inocentes e indefesas que vivem em contínuo sobressalto e insegurança… É o terrorismo instalado por toda a parte, autêntico crime contra a humanidade e que deve ser combatido por todos os meios legítimos e por todos os países, qualquer que seja a sua forma de governo… Daí a necessidade de se estabelecer a paz a todos os níveis, pois, a paz é obrigatória e necessária. Primeiramente é preciso que cada um se esforce por construir e cultivar, no seu interior, no seu coração, a serenidade e a tranquilidade, mesmo no meio das vicissitudes e adversidades da vida. Esta paz consigo mesmo é, sem dúvida, consequência da paz com Deus. E quando se vive nesta paz autêntica, não há nada nem ninguém que a possa abalar porque radica, precisamente, na confiança em Deus. Assim, quem cultiva esta paz é, de facto, um verdadeiro construtor da mesma paz, pois sabe comunicá-la aos outros. Os outros ou, todos os outros que ela considera irmãos, relacionando-se, por isso, com eles numa base de fraternidade, que tem a sua origem em Deus. E finalmente, não podemos esquecer o ambiente de perfeita e profunda paz que deve reinar no seio da família, verdadeira escola de paz e amor… Nos dias que correm será sempre pouco realçarmos essa magnífica instituição que é a família onde a comunhão no amor gera a paz que, por sua vez, transborda para a sociedade, difundindo-se em círculo cada vez mais alargado…