Quinta-feira 22 de Agosto de 2019
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Diác. Rogério Egídio sucede ao pe. António Coelho como Assistente Espiritual do Hospital de Faro

D. Manuel Neto Quintas, no início da Eucaristia deixou mesmo claro dois dos objectivos da celebração. “É mais do que justo que nesta Eucaristia louvemos o Senhor em acção de graças pela presença do padre António Coelho, pelo seu serviço e pelo sinal que ele constituiu ao longo de todos estes anos junto daqueles que aqui trabalham, mas particularmente junto dos doentes”, afirmou o Bispo diocesano. E acrescentou: “e temos de ter também presente o Diácono Rogério, que começou há pouco tempo este serviço como assistente espiritual deste hospital, para que a sua presença seja verdadeiramente uma presença de alguém que, à maneira de Jesus, acolhe, compreende, assiste e sobretudo que, com a sua palavra, possa também minorar o sofrimento”. Na homilia, o Prelado lembrou que o tema escolhido este ano “proporcionou uma reflexão centrada na acção na saúde mental que assume hoje contornos relevantes por afectar no mundo cerca de 450 milhões de pessoas”. “Dentro deste contexto, os cristãos são convidados a reflectir e a agir na prevenção e no acompanhamento dos doentes que sofrem estas perturbações”, defendeu D. Manuel Quintas que recordou algumas causas da doença mental como “as depressões, as dependências, as obsessões, o Alzheimer”, entre outras. O Bispo do Algarve fez ainda uma referência a São João de Deus que “iniciou uma acção bem-fazeja junto destes doentes”. D. Manuel Quintas referiu-se à Ordem dos Irmãos de São João de Deus, instituto religioso totalmente dedicado a doentes, bem como, o seu ramo feminino, as Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Reportando-se à mensagem do Papa Bento XVI para aquela ocasião, o Bispo diocesano sublinhou o pedido do Sumo Pontífice no sentido do “compromisso das comunidades eclesiais para que saibam dar testemunho da misericórdia revelada por Jesus, em relação a todas as formas de doença e também esta”. “Iluminados pelo modo como Jesus acolhia, ouvia e curava todos os doentes, e particularmente os doentes mentais, também hoje nós somos convidados a acolher, compreender os doentes e suas famílias, a escutar com ternura e atenção estes doentes, a cuidar física, psiquica e espiritualmente deles para que tenham a suficiente qualidade de vida”, interpelou D. Manuel Quintas. No final da celebração o Padre António Coelho que, depois de 25 anos, cessou funções na capelania do HDF em declarações à FOLHA DO DOMINGO disse fazer um balanço “muito positivo” desta sua missão. “Guardo recordações maravilhosas dos doentes e do pessoal técnico, médicos e enfermeiros. Fomos uma família”, afirmou o sacerdote que veio como capelão para o HDF, dois meses após a sua inauguração. O diácono Rogério Egídio que, na prática, iniciou funções no início deste mês, garantiu que “a assistência espiritual por meio de um diácono faz-se através da sua presença pessoal junto dos doentes, na tentativa de sempre os apoiar, sejam eles de confissão católica ou não”. “Neste caso, eu como assistente espiritual tenho a acompanhar-me os párocos da cidade e no caso de algum doente necessitar de receber o Sacramento da Reconciliação ou da Santa Unção virá um desses sacerdotes, até porque a intenção, neste caso, é que cada paroquiano da cidade de Faro seja assistido sacramentalmente pelo respectivo pároco”, afirmou aquele membro do clero, casado e pai de dois filhos. A partir de agora, o HDF vai contar com uma Celebração da Palavra diariamente, excepto à quarta-feira, dia em que será celebrada Eucaristia. As celebrações acontecerão pelas 16 horas, excepto aos sábados, domingos e feriados em que decorrerão pelas 10 horas. A seguir à celebração na capela que contou com a presença da Dr.ª Ofélia Costa, em representação do Conselho de Administração do HDF, para além de vários doentes, auxiliares e pessoal técnico, realizou-se um almoço oferecido por aquela unidade de saúde.

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