Em Faro, o Bispo diocesano, D. Manuel Neto Quintas, presidiu pelas 18 horas, na igreja matriz de São Pedro, à celebração da Eucaristia que teve o intuito de «louvar a Deus pelo dom da vida consagrada na Igreja universal e, de modo particular, no Algarve». Em Lagos, os consagrados presentes no Barlavento algarvio, também se associaram a este propósito e celebraram à mesma hora na igreja de Santa Maria. Para além destes dois núcleos, também as enclausuradas irmãs Carmelitas Descalças do Mosteiro de Nossa Senhora Rainha do Mundo uniram-se de igual forma em torno do mesmo objectivo e celebraram a Eucaristia na sua capela no mesmo horário. Começando por sublinhar a comunhão existente na diocese em torno da celebração do Dia do Consagrado, D. Manuel Neto Quintas lembrou aos presentes que «todos os baptizados são consagrados a Deus em Cristo, que é o Consagrado por excelência». «[Para celebrar os Consagrados] A Igreja escolheu este dia para que todos nós, a partir do nosso baptismo, avivemos o sentido na nossa consagração a Deus e vivamos essa consagração nas diferentes vocações que escolhemos», afirmou o Bispo do Algarve, acrescentando que «a Igreja quer realçar, de maneira particular, aqueles que seguem Cristo mais de perto, aqueles que procuram identificar-se com Ele também nas opções que fazem na sua própria vida». Procurando fazer uma «síntese do que é a vida consagrada», D. Manuel Neto Quintas recordou o que fora afirmado, em Dezembro último, pelos bispos portugueses na Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa a propósito dos 50 anos da CNIR e da FNIRF, intitulada “As Ordens e as Congregações Religiosas em Portugal”. «Os consagrados são “homens e mulheres chamados por Deus e que respondem ao convite do seguimento radical de Jesus Cristo, os quais, professando publicamente os conselhos evangélicos, imitam a Sua vida, procuram viver em cada dia o espírito das bem-aventuranças, constituem comunidades fraternas, e testemunham, em ordem à construção plena do Reino, o absoluto de Deus e a transitoriedade das coisas criadas”», destacou. Referindo-se àqueles «que procuram identificar-se com Cristo também no seu estilo de vida, através dos conselhos evangélicos e fazendo disso opção fundamental e essencial da sua vida», lembrou que os consagrados procuram identificar-se com Jesus «através de um seguimento radical» e «procuram, na Igreja e na vida, testemunhar essa prioridade e adesão plena à sua pessoa, procurando viver o espírito das bem-aventuranças em comunidades fraternas e institutos seculares». «Ao mesmo tempo as suas opções ajudam o povo de Deus a relativizar tanta coisa que é secundária dando primazia a essa identificação com Cristo», reconheceu o Prelado, considerando por isso que: «constituem para nós um testemunho e um apelo a seguirmos, também nós, Cristo». Numa referência à «maior riqueza dos consagrados», o Bispo diocesano alertou os diocesanos para uma tomada de consciência. «Neste dia, somos convidados a tomar consciência de todos os consagrados que vivem na nossa diocese e que a enriquecem com o seu carisma, a especificidade da sua vida de consagração e com o seu apostolado. Uma diocese que não tivesse comunidades religiosas seria mais pobre», recordou. A terminar, deixou ainda um apelo à numerosa assembleia cristã presente. «Enquanto reflectimos sobre o sentido da vida consagrada na Igreja, e concretamente na nossa diocese, enquanto nos mostramos reconhecidos e gratos pelo serviço daqueles que servem a nossa diocese, devemos também estimular-nos a rezar para que surjam em toda a Igreja, e particularmente na nossa, vocações de especial consagração, certos de que só assim seremos uma Igreja mais rica e adulta», concluiu. Após a homilia, as religiosas repetiram a Oração do Consagrado em sinal de renovação da sua consagração a Deus. Na diocese algarvia há cerca de 100 consagradas e 20 religiosos, distribuidos respectivamente por 20 e 6 comunidades.