Em homenagem, pelas quase 8 décadas de dedicação e serviço, foi realizada uma celebração eucarística de acção de graças na capela da instituição, presidida pelo Bispo do Algarve, e concelebrada pelo padre Carlos César Chantre, director geral da instituição, seguido de um jantar na Quinta da Senhora Menina, localizada no interior do espaço da quinta do colégio. D. Manuel Neto Quintas, no decurso da celebração da Eucaristia, fez questão de sublinhar o agradecimento da diocese algarvia pelas “muitas dezenas de anos de dedicação, generosidade, de amor à Igreja e de testemunho de vida consagrada”. O Bispo diocesano quis louvar a Deus pelo serviço daquela congregação na diocese algarvia e sobretudo no Colégio do Alto e aproveitou também para congratular a instituição pelos resultados “excelentes” obtidos no 4º, 6º e 9º anos de escolaridade no ano lectivo que terminou. D. Manuel Quintas, que considerou “essenciais na sociedade de hoje” escolas como aquela, manifestou a sua alegria e confessou que não se sentiria bem com a sua consciência “se não tivesse oportunidade de deixar um obrigado muito grande” em seu nome e de toda a diocese à congregação das irmãs FHIC. “Fostes vós que ensinastes o colégio a ‘andar’, a ‘falar’ e a ‘dar os primeiros passos’ e o acompanhastes depois na sua transição de Monchique para aqui. Fostes vós que acompanhastes o seu crescimento, a sua maturidade e a sua idade adulta até esta bonita idade de quase 80 anos”, lembrou D. Manuel Quintas. Embora agradecendo por todos os anos de serviço das irmãs FHIC, o Prelado destacou de forma especial os últimos dois. “Sem eles teria sido difícil este colégio ter tido a transição que está a ter. Sem estes dois anos, todo o bem conseguido ao longo dos outros anos todos, podia–se ter perdido”, disse, salientando sobretudo o testemunho das irmãs, Maria Engrácia de Oliveira e Maria Joaquina, que ali permaneceram. “Testemunho de amor à congregação, ao instituto e à Igreja, verdadeiro espírito franciscano, sabendo a importância do que significava fazer esta transição”, frisou o Bispo do Algarve, garantindo que “foi difícil para todos”. Um dos dois momentos particularmente emotivos teve lugar no momento de acção de graças, após a comunhão, com a intervenção da irmã Maria Engrácia de Oliveira. A religiosa lembrou que no coração das irmãs “vive o amor para ser vivido e doado” em cada dia da sua existência. “Foi, com certeza, este amor vivido por cada irmã franciscana que fez crescer e prolongar no tempo a obra que neste momento deixamos”, considerou. “Tentámos dar resposta à difícil tarefa de educar, missão nobre, mas nem sempre fácil. Contudo, suavizada e encorajada pelo carinho e acolhimento que esta querida diocese do Algarve, através dos seus Bispos, sempre dedicou às irmãs”, afirmou, agradecendo particularmente a D. Manuel Quintas “por todo o apoio” dedicado particularmente nestes últimos tempos. “Sem este apoio e compreensão constantes tudo seria muito difícil”, constatou. Na hora da partida manifestou a convicção de que, sendo o colégio “obra de Deus”, “nada nem ninguém a vai derrubar”. “Partimos, mas de coração tranquilo e certas de que o colégio prosseguirá e continuará a sua missão como até aqui”, disse, acrescentando que “o percurso feito nestes dois anos, no meio de sofrimentos e incertezas, vividos na fé e sob a acção do Espírito, os passos dados e os objectivos alcançados garantem uma continuidade firme e segura”. A religiosa recordou ainda a presença do padre César Chantre nessa “difícil caminhada”. “Caminhou connosco lado a lado, encorajou, ajudou a ultrapassar dificuldades, carregou muitas vezes as nossas falhas e debilidades. Foi um grande amigo, um verdadeiro sacerdote”, destacou a consagrada. Por fim, agradeceu ainda a dedicação, entrega e empenho dos “queridos professores, funcionários e colaboradores”. Pediu-lhes que continuem a amar e a servir o colégio e pediu perdão por tantas vezes que guardou no coração o amor que lhes pertencia. O outro momento de emoção coube à irmã Cidália Araújo, conselheira do sector educacional da congregação das irmãs FHIC. Começando por agradecer a iniciativa, lembrou a relação, construída ao longo de anos, com base na “confiança e auto-estima”. “O colégio ficará eternamente na memória e no coração da congregação, que se enriqueceu nesta convivência sadia. E por tudo isto só temos de dar muitas graças a Deus”, afirmou, considerando que “o espírito da congregação permanecerá no tempo e no espaço”. Dirigiu ainda uma palavra de estima e gratidão, carregada de emoção, às irmãs “que tão generosamente, ao longo de décadas, deram a sua vida”, “como a vela que se vai extinguindo, mas iluminando”. “Obrigado irmãs, pela vossa dedicação, empenho, esforço, um estímulo muito grande para nós, irmãs mais jovens”, afirmou com os olhos inundados de lágrimas, agradecendo por fim aos Bispos do Algarve. A terminar, as irmãs 16 irmãs FHIC presentes que vieram de várias partes do País, muitas que trabalharam nos últimos anos naquela instituição, foram homenageadas pelos professores e director do colégio e pelo Bispo do Algarve com a entrega de flores e de algumas recordações. Após a celebração, que foi também participada por algumas antigas alunas e por alguns pais de actuais alunos, D. Manuel Quintas e a irmã Cidália Araújo assinaram ainda o livro de honra da instituição.