Actualmente a estrutura diocesana compreende já, dentro do Departamento Diocesano da Pastoral Social, o Secretariado Diocesano da Pastoral da Mobilidade que inclui o Sector das Migrações e Comunidades Étnicas, ao qual cabe também dar resposta a esta realidade. Em representação da diocese algarvia esteve presente o cónego José Pedro Martins, Vigário Episcopal para a Pastoral, enquanto a ONPC foi representada pelo seu director executivo, Francisco Monteiro. Presente neste encontro de trabalho esteve ainda a investigadora social, Antonieta Xufre, natural de Albufeira, responsável pela apresentação de um estudo sobre a “Situação das Comunidades Ciganas sedentarizadas no Algarve”, apresentado em Fátima, no 30º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, em Novembro do ano passado. Enunciaram-se então as áreas consideradas «prioritárias» para a actuação do serviço. A «evangelização dos ciganos» foi a primeira prioridade identificada, tendo sido reconhecida a «grande influência» que existe na diocese por parte da Igreja Cigana de Filadélfia de Portugal e de outras confissões evangélicas. Constatou-se, no entanto, a «importância da Igreja Católica, não só por si mesma, mas pela procura dos Sacramentos», por parte da comunidade cigana, «particularmente do Baptismo, Matrimónio, missas pelos defuntos e acompanhamento religioso nos funerais». O cónego José Pedro Martins propôs, então, «que se promovessem, na diocese, reuniões com párocos e leigos empenhados na evangelização de pessoas de culturas minoritárias, designadamente dos ciganos, com o fim de se identificarem grupos de ciganos a quem a Igreja acolha nas paróquias». A segunda prioridade prende-se com a questão do «realojamento». Embora se tivesse constatado que «muitos ciganos residentes no Algarve estão já realojados», «há ainda grupos a viver em barracas». Para procurar solucionar esta realidade pretende a diocese do Algarve, conjuntamente com a o­nPC, «analisar a melhor forma de contactar as Câmara Municipais» em cuja área de jurisdição se verificam tais situações «para se delinearem formas de realojar também essas pessoas de étnia cigana». Por fim, a terceira prioridade procurará a «promoção de actividades culturais ciganas». Foi analisada a «conveniência de se promover a cultura cigana, particularmente nas escolas, como forma de incrementar simultaneamente a inclusão das crianças no meio escolar e a sua identificação cultural própria». «Conhecendo melhor a sua própria cultura, através de actividades, designadamente musicais, as crianças ciganas darão aos outros meninos a oportunidade de apreciarem a diversidade cultural que o meio escolar deve valorizar», esclareceram os responsáveis.