Centrando-se no actual terceiro ano do sexénio 2006-2012, programado pela diocese algarvia, aquele responsável destacou que “a meta do Programa Diocesano é a promoção de uma pastoral de missão, como centro de uma vivência de Igreja evangelizada e evangelizadora”. A propósito advertiu que “podemos fazer grandes coisas mas se não conduzirem a esta meta, estão desfocadas”. No entanto, a intervenção do vigário episcopal da Pastoral ficaria marcada pela alusão à formação de pequenos grupos paroquiais previstos no actual projecto da Igreja algarvia para “(re)descoberta da fé” como aproveitamento pastoral da visita imagem peregrina de Nossa Senhora. O cónego José Pedro referiu-se à formação de “pequenas comunidades eclesiais de base onde os fiéis possam comunicar e assistir a Palavra de Deus” e “exprimir-se no serviço aos outros”. “Essas comunidades são autênticas expressões da comunhão eclesial e centros de evangelização em comunhão com os seus pastores”, considerou, adiantando que esta metodologia está desenvolvida na introdução aos dois subsídios que estão a acompanhar Programa diocesano: as catequeses bíblicas e marianas. No contexto da constituição desses pequenos grupos, aquele responsável defendeu que “o futuro do Programa Pastoral continuará a afirmar-se na Lectio Divina com a Palavra a ser interpretada, rezada e partilhada”. “E se não desenvolvermos os meios para que isso venha a acontecer, ficamos à espera mas ficará tudo na mesma. Sem esta aposta, continuamos a fixarmo-nos numa pastoral fragmentada, em que o peso da preocupação pela manutenção pouco lugar deixa para iniciativas de futuro profundo no âmbito da evangelização e missão”, alertou, considerando que o caminho passa por “pensar e organizar a paróquia” como um “projecto marcadamente evangelizador”. Sobre as actividades concretas, previstas no contexto do programa deste ano, no âmbito da Pastoral Vocacional, destacou o Lausperene (adoração permanente ao Santíssimo Sacramento) como “tempo de frutuosa oração e a vivência do Dia Mundial de Oração pelas Vocações Consagradas”, uma iniciativa “fundamental para colocar toda a comunidade em escuta e atenta a uma resposta”. No âmbito da Pastoral da Saúde destacou a valorização do Dia Mundial do Doente e a insistência de criação um grupo organizado de voluntariado alargado para a opção sócio-caritativa. No âmbito da Pastoral da Família referiu-se aos encontros de famílias com a presença da equipa diocesana pelas paróquias onde vai passando a imagem peregrina. Destacou ainda a vivência do Ano Paulino com a realização de catequeses, encontros e reflexões e realização do Dia Diocesano do Catequista, as Jornadas de Pastoral Litúrgica, a implementação do catecumenado de adultos, “com cada vez mais gente «a bater à porta da Igreja» a pedir o Baptismo”, as acções de formação no âmbito da Pastoral da Caridade, sobretudo sobre a Doutrina Social da Igreja, e aludiu à importância dos Conselhos Pastorais nas paróquias para a programação pastoral das mesmas. Após a intervenção do vigário episcopal para a pastoral, o padre Mário de Sousa, responsável pelo CEFLA – Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve, apresentou o segundo ano da ‘Escola de Ministérios’ e as Jornadas Paulinas. O que é a Lectio Divina? É uma forma aprofundada de oração, a partir da leitura da Sagrada Escritura, que exige disponibilidade de tempo e de espírito. Não admira por isso que tenha surgido nos mosteiros, promovida por grandes mestres da espiritualidade. O primeiro momento passa por ler a Palavra, seguindo-se um momento de aprofundamento do que se leu. A terceira etapa é a de oração a partir da leitura que se fez em confrontação com a vida pessoal e a última fase é a da contemplação da Palavra como predisposição para a acção na vida concreta. Mais fotos na Galeria de Imagens