O projecto candidato contempla, numa primeira fase, a construção deste Portal da diocese algarvia na Internet, em funcionamento há pouco mais de um ano, numa segunda fase a informatização das paróquias do Algarve e, por fim, também a informatização dos serviços centrais da própria diocese algarvia. As duas últimas fases possibilitarão, não só às comunidades paroquiais como também aos serviços centrais da diocese, uma maior organização dos diversos sectores da pastoral, não só ao nível da sua gestão administrativa, mas sobretudo ao nível da gestão pastoral. Com um financiamento global de 10 milhões de euros, o Programa Algarve Digital irá apoiar diversos projectos no Algarve, sendo certo que o apoio à candidatura da diocese algarvia não ultrapassará os 290 mil euros. O financiamento do Estado corresponderá então a 75 por cento do valor total projecto, cabendo os restantes 25 por cento à diocese do Algarve. Gilberto Sousa, vice-presidente da Globalgarve, considerou que o Programa Algarve Digital “visa transmitir um sinal de modernidade da região quer internamente, quer para o exterior” e “aproximar todas as entidades, públicas e privadas, da sociedade de informação”. Aquele responsável garantiu ainda que, “caso não haja atrasos de outras entidades”, sejam executados apoios no valor de “mais de 6 milhões de euros até ao final de 2005”. Até agora “foram já investidos nas autarquias 929 mil euros”, afirmou. D. Manuel Neto Quintas, Bispo do Algarve, sublinhou que “a diocese do Algarve vê na assinatura deste protocolo uma oportunidade para aproveitar mais e melhor as possibilidades que lhe proporcionam as novas tecnologias na realização da sua missão e no contributo que é chamada a dar para a construção de uma sociedade mais solidária e fraterna”. “Não considero a assinatura deste protocolo uma ‘excepção’ à regra ou um privilégio para a diocese do Algarve. A par de outras instituições e grupos, a Igreja tem o dever e o direito de proporcionar o conhecimento das suas actividades quer àqueles que a integram, quer aos que pretendem simplesmente conhecê-las, quer ainda àqueles que procuram os seus serviços”.