Esta iniciativa vicarial, que contou com cerca de 40 participantes, procurou “formar os novos MEC para a identidade do ministério e também para a missão que irão exercer”. O encontro, que apresentou várias temáticas para reflexão, incidiu sobretudo na “identidade do ministério na vida da Igreja” e no “exercício do ministério na Eucaristia, numa reflexão mais aprofundada sobre o próprio mistério do sacramento”, explicou o padre Carlos de Aquino, acrescentando ser também referenciada “toda a doutrina e orientações pastorais a nível geral da Igreja e também a nível diocesano sobre o exercício do ministério”. O sacerdote que destacou a importância e o esforço feitos pela diocese algarvia para renovar esta missão, adiantou que “há muito ministros que não estão a exercer de modo digno e fiel este ministério com a identidade que é proposta pela própria Igreja, porque há muito tempo que não vêm à formação e porque consideram que o ministério é para a vida inteira”. Por outro lado, aquele responsável salientou que “há paróquias que não justificam o número de ministros de comunhão que têm, porquanto este ministério, segundo a própria orientação da Igreja, não é somente criado para se distribuir a comunhão, nem a Eucaristia”. Lembrando que “quem acompanha este serviço é o Bispo diocesano”, a quem compete confere legalidade ao exercício deste ministério, o padre Carlos de Aquino observou que “há muitos ministros que não renovaram os seus cartões”, “alguns até em litígio com o próprio pároco ou em desavença com a comunidade e querem continuar a exercer estas funções”. “Quando se lhes diz que este ministério não é para a vida, mas um serviço à comunidade, exercido em comunhão com as suas necessidades e com o pároco, nem sempre há este entendimento”, lamentou, considerando que “há um desconhecimento quer da doutrina, quer das exigências pastorais e é preciso dar alguma qualidade não só ao exercício deste ministério para ser exercido com dignidade”. Aquele responsável explicou que na diocese do Algarve, a formação dos MEC está estruturada “há bastante tempo” e “todos têm um encontro formativo vicarial, solicitado pelas próprias vigararias” a acontecerem ainda este ano para Faro e Portimão. “Para além de deverem participar sempre nas Jornadas Diocesanas de Liturgia ainda há um encontro específico para todos, formativo e informativo sobre o ministério, promovido pela diocese. Só a partir daí é que os próprios párocos devem entregar ao Departamento da Liturgia os cartões dos MEC, pessoas que considerem idóneas para o exercício desse ministério”, explica o padre Carlos de Aquino. Este ano, o encontro diocesano que irá realizar-se depois dos encontros vicariais, não tem ainda data prevista.