Quarta-feira 24 de Outubro de 2018
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Diocese tem novo leitor instituido

D. Manuel Neto Quintas, Bispo do Algarve, começou por se referir à importância do acto. «A instituição deste ministério [de leitor] constitui também para nós uma atenção particular que devemos dar como comunidade cristã à proclamação e escuta da Palavra de Deus nas nossa assembleias» – disse. Na sua homilia, D. Manuel Quintas, com base no documento de Paulo VI intitulado Motu Próprio Ministeria Quaedam começou por destacar as responsabilizades da missão de um leitor instituido. «O leitor é instituído para proclamar a Palavra de Deus, e para poder desempenhar esta missão, cada vez com maior aptidão e perfeição, deve meditar com assiduidade na Palavra de Deus. Consciente do ministério recebido deve recorrer a todos os meios oportunos para crescer no conhecimento e no amor da Sagrada Escritura, de modo a tornar-se um discípulo sempre mais perfeito do Senhor» – afirmou o Prelado que esclareceu o sentido do ministério: «estes ministérios, de leitor e de acólito, em ordem à ordenação diaconal e sacerdotal têm um sentido pedagógico na Igreja. O seu objectivo é que através desta instituição, aqueles que se preparam para serem ordenados sacerdotes acolham de uma maneira especial a Palavra de Deus. Que esta Palavra os leve verdadeiramente a apaixonarem-se por Cristo, de modo a consagrarem plenamente a sua vida à Sua Pessoa, à causa do reino, à Igreja».«Leitor é aquele que através da leitura e da meditação da Palavra de Deus se dispõe a seguir Cristo, Palavra encarnada de Deus, se dispõe a conhecê-l’O mais profundamente, para poder identificar-se com Ele, para poder assumir o Seu estilo de vida na sua relação com o Pai e com os homens» – explicou o Bispo do Algarve. Dirigindo-se directamente ao candidato a leitor deixou-lhe algumas recomendações. «Meu caro Miguel Mário, nada disto será possível se não te deixares cativar por Cristo, de modo a que acolhendo a Palavra de Deus e também proclamando-a nas nossas assembleias, te entusiasmes por Ele e com toda a generosidade do teu coração jovem te disponhas para O servir nesta nossa Igreja diocesana». D. Manuel Quintas que na sua intervenção acentuou de modo particular a dimensão vocacional, lembrou que «é Deus que chama», cabendo depois ao homem responder no seio da comunidade. Para o chamamento e para a obter a resposta, «Deus serve-se de intermediários» explicou o Bispo do Algarve, garantindo que «o Senhor chama em todas as idades».O Bispo diocesano terminou com uma interpelação à assembleia. «Era importante que saíssemos daqui com esta convicção: cada um de nós, não apenas o pároco, o bispo, a equipa vocacional da diocese, são responsáveis pela pastoral vocacional e pela promoção das vocações. É uma tarefa que diz respeito a todos. Não podemos ter medo de chamar pessoalmente. É fundamental introduzir o anúncio vocacional na pastoral diária da nossa diocese e das paróquias» – interpelou o Prelado, pedindo aos fiéis diocesanos que rezem pelas vocações. «As vocações nascem e desenvolvem-se graças à mediação da Igreja orante. A oração, que empenha não apenas os indivíduos mas também todas as comunidades eclesiais é a base de toda a pastoral vocacional e é caminho para o discernimento vocacional» – concretizou. Miguel Mário, de 25 anos, natural de Quelfes, está presentemente no 6º ano do Curso de Teologia e encontra-se a estagiar pastoralmente na paróquia de São Pedro em Faro, o­nde colabora com o trabalho da comunidade.A instituição no ministério de leitor é mais uma fase na caminhada rumo ao sacerdócio, sendo seguida, dentro em breve, pela instituição de acólito e pela ordenação diaconal.

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