Lembrando que fazer o que Jesus nos pede implica “escutar o que Ele tem para nos dizer”, o sacerdote observou que “até temos uma dificuldade enorme” para cumprir “uma coisa tão simples” como é aquele mandamento de Jesus. “Estamos cansados de ouvir palavras de amor e depois vemos que a vida não é bem assim”, criticou, considerando que o mandamento novo tem de acontecer e que “o mundo tem de ser outro”. “Temos uma facilidade enorme em fechar o coração e não deixar que esta Palavra entre e depois dizemos à boca cheia: Ah, mas eu sou católico! Não podemos ser católicos se não nos amamos uns aos outros. Esse título de católico não vale de nada se o mandamento novo do amor não existe. Não somos devotos de Nossa Senhora e é inútil andarmos atrás dela se não somos capazes de nos amarmos uns aos outros. O que faz de nós homens e mulheres católicos é o mandamento novo do amor”, advertiu o padre José Gil. Por outro lado, o sacerdote lembrou ainda que Cristo vem pedir aos homens que se perdoem mutuamente. “Pedimos a Deus que perdoe os nossos pecados como perdoamos aos outros. E como é possível então dizermos depois: eu não te perdoo?”, questionou, garantindo que a vida dos cristãos passa pela capacidade do perdão, do entendimento, do diálogo e de viverem como irmãos. “Aquilo que a Mãe vem hoje fazer junto de cada um de nós é o mesmo que as nossas mães nos faziam quando éramos pequeninos: Filho, acorda! Está na hora! Acorda! Abre os olhos! Lembra-te daquilo que Jesus diz e faz o que Ele te pede!”, comparou o padre José Gil, lembrando que “Nossa Senhora foi a mulher que aguentou de pé, junto à cruz, a morte do Filho”. “Ela hoje sabe estar de pé junto daqueles que sofrem. Ela vem para distribuir as graças que tem para nos dar, desde que lhas saibamos pedir. A Senhora peregrina vem dizer que, nos caminhos da nossa vida, não estamos sozinhos, pois Ela está connosco”, justificou, acrescentando: “quando por ventura faltar o «vinho» da alegria na nossa vida, lembremo-nos dela e Ela, como em Caná, há-de dizer a Jesus: Olha que este não tem vinho. Este precisa de uma razão para viver, de um sentido novo para continuar a andar e de uma saída para a vida”. Mais fotos, brevemente na Galeria de Imagens