Também na diocese algarvia a festividade foi assinalada nas diversas paróquias, algumas delas associadas vicarialmente, como foi o caso das vigararias de Faro, Portimão e Lagos. Albufeira, Loulé/São Brás de Alportel e Tavira, não se tendo associado, viveram a celebração da solenidade nas diversas paróquias que as constituem. No entanto, este ano, a vivência da festividade do Corpo de Deus ficou marcada pelo tempo chuvoso que em vários casos impediu a realização da procissão do Santíssimo Sacramento no exterior das igrejas. Em Faro, o Bispo do Algarve presidiu à celebração que este ano se realizou na igreja paroquial de São Luís. Após uma primeira hora de adoração ao Santíssimo Sacramento, promovida pelas crianças da catequese dinamizadas pelo Sector Diocesano da Catequese da Infância e Adolescência, seguiu-se a Oração de Vésperas. D. Manuel Neto Quintas, na sua homilia, depois da procissão que se realizou no interior da igreja, devido ao mau tempo, começou por se referir à Eucaristia como o “Sacramento de amor, no qual Cristo se deu totalmente a si mesmo: Corpo, Sangue, Alma e Divindade”. “Por isso, – explicou o Bispo diocesano, – Ele constitui o tesouro por excelência da Igreja”. Recordando a noite na qual Cristo fundou a Eucaristia, D. Manuel Quintas afirmou que “a celebração desta solenidade conduz-nos àquela ceia pascal, que anualmente evocamos em Quinta-feira Santa, na qual o nosso Redentor celebrou a Sua última Páscoa com os discípulos e instituiu a Eucaristia”. “É assim que a Igreja, desde há séculos, se reúne também em quinta-feira para celebrar esta solenidade, esta festa de louvor, de adoração e de contemplação. Festa em que o povo de Deus se reúne à volta do seu tesouro mais precioso, o Sacramento da presença real e substancial de Cristo, para O aclamar e levar em procissão pelas ruas das nossas cidades, vilas e aldeias”, complementou, esclarecendo que “não se trata de uma manifestação triunfalista daqueles que professam a sua fé na Eucaristia, mas sim do reconhecimento público do triunfo de Cristo, presente na Eucaristia, sobre todas as formas de morte”. O Bispo do Algarve assegurou igualmente que “a Eucaristia é verdadeiramente mistério de fé que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceite pela fé”. Referindo-se ainda à Eucaristia como “fonte de vida”, D. Manuel Quintas considerou que “sempre que uma pessoa se sente amada, descobre a vida”. “Na Eucaristia sentimo-nos amados por Deus, em Jesus Cristo e nesse amor, descobrimos a vida eterna”, comparou o Prelado. Por outro lado, o Pastor da diocese sublinhou que “a Eucaristia é fonte de compromisso com os irmãos”. “Enquanto adoramos o Corpo d’Aquele que é a nossa cabeça, como podemos deixar de ser solidários com os seus membros sofredores?”, questionou, para lembrar de seguida que “é o serviço aos outros que dá autenticidade e verdade à participação na Eucaristia”. A dimensão eucarística da união com Cristo também foi realçada. Essa união, explicou o Bispo diocesano, “é, ao mesmo tempo, união com todos os outros, aos quais Ele se entrega”. “Eu não posso ter Cristo só para mim. Posso pertencer-lhe somente unido a todos aqueles que se tornaram ou tornarão seus”, justificou D. Manuel Quintas. Antes de terminar, o Bispo do Algarve lembrou que “a intensidade da vida eucarística de cada cristão e de cada comunidade pode medir-se a qualidade da sua comunhão fraterna e a autenticidade do seu compromisso missionário”. Por fim, D. Manuel Quintas terminou com uma oração em que teve presente toda a igreja diocesana, fazendo referência aos sacerdotes, diáconos, seminaristas, consagrados, crianças e jovens e famílias.