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Eduardo Colocho chamado a ser testemunha da ternura e da misericórdia de Deus

A celebração da Ordenação Presbiteral do salvadorenho Eduardo Granadino Colocho, membro da Fraternidade da Mãe de Deus, constituiu para D. Manuel Quintas, um motivo de «felicidade mais sentida» por se tratar da primeira ordenação sacerdotal a que presidiu como Bispo diocesano na Sé Catedral de Faro.Com uma forte representação de cristãos das comunidades do nordeste algarvio, a Igreja-Mãe da diocese apresentava-se bem composta também por muitos familiares e amigos do candidato a sacerdote, alguns dos quais deslocados desde El Salvador até ao Algarve, e por vários membros da Fraternidade da Mãe de Deus da comunidade de o­nuva (Espanha).hspace=1O Bispo do Algarve na sua homilia começou por dar graças a Deus «pelo chamamento» dirigido a Eduardo Colocho e «pelo acolhimento» que o convite divino encontrou no coração e na vida do chamado. D. Manuel Quintas agradeceu igualmente a Deus por ter chamado Eduardo Colocho à Fraternidade da Mãe de Deus e através dela, tê-lo conduzido para, na diocese do Algarve, ser consagrado e «enviado a distribuir a todos os dons de Deus, próprios do exercício do Ministério Presbiteral».Marcada pelo tom interpelativo com que se dirigiu ao candidato a sacerdote, a intervenção do Prelado constituiu um convite à meditação no mistério da vocação sacerdotal. «A identidade do sacerdote fundamenta-se na sua participação específica do sacerdócio de Cristo pelo qual um ordenado se torna, na Igreja e para a Igreja, imagem real, viva e transparente de Cristo sacerdote» – afirmou, acrescentando que «pela imposição das mãos do bispo, ao qual se associam os presbíteros presentes, e pela oração de ordenação estabelece-se no presbítero um vínculo o­ntológico específico que une o sacerdote a Cristo, Sumo-sacerdote e Bom Pastor».hspace=1Dirigindo-se directamente ao candidato a sacerdote, D. Manuel Quintas esclareceu bem quais as dimensões concretas da sua missão de presbítero: «Caríssimo Eduardo, vais ser consagrado como verdadeiro sacerdote da Nova e eterna Aliança para anunciares o Evangelho, para apascentares o Povo de Deus e para celebrares o culto divino». «Exerce o sagrado múnus de ensinar em nome de Cristo, nosso Mestre, distribuindo a todos a Palavra de Deus que recebeste com alegria, consciente de que deves, tu próprio, e em primeiro lugar, meditar assiduamente nela, de modo, como te foi dito, quando foste ordenado diácono: a crer no que lês, a ensinar o que crês e viver o que ensinas. Só assim é que o exercício do múnus de ensinar constituirá verdadeiro alimento para o povo de Deus e o teu viver motivo de verdadeira alegria, edificando pela palavra e pelo exemplo a Igreja de Deus. Pelo múnus de santificares realiza plenamente o sacrifício espiritual dos fiéis unido ao sacrifício de Cristo que é oferecido pelas tuas mão sobre o altar de modo sacramental pela celebração dos santos mistérios. Ao celebrares o mistério da morte e ressurreição do Senhor esforça-te para que morra em ti todo o mal e por caminhar em novidade de vida. Ao introduzires os homens no Povo de Deus pelo Baptismo, ao perdoares os pecados em nome de Cristo e da Igreja pelo sacramento da Penitência, ao aliviar os enfermos com o óleo santo, ao celebrar os ritos sagrados, ao oferecer, nas horas do dia, o louvor com acções de graças e súplicas, não só pelo povo de Deus, mas também por todo o mundo, lembra-te que fostes assumido de entre os homens e colocado ao serviço dos homens nas coisas que são de Deus. Realiza, por isso, com verdadeira caridade e alegria constante, o ministério de Cristo Sacerdote, não procurando os teus interesses, mas sim os de Jesus Cristo. Ao exerceres, no que te compete, o ministério de Cristo, Cabeça do Corpo da Igreja e Pastor do seu povo, procura, caríssimo Eduardo, em comunhão com o Bispo e todo o presbitério, ‘apascentar’ o povo de Deus, congregando os fiéis numa só família, a fim de poderes conduzi-los a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. Traz sempre diante de ti o exemplo do Bom Pastor que veio não para ser servido mas para servir e para procurar e salvar o que estava perdido» – apelou D. Manuel Neto Quintas.hspace=1O Bispo do Algarve sublinhou também a importância do testemunho cristão no meio do mundo «marcado pela divisão e pela discórdia, manchado pela violência, por tantas formas de terrorismo e pela guerra». «Num mundo fechado ao amor e à misericórdia de Deus, fechado à reconciliação entre povos, raças e culturas, urgem profetas e testemunhas da ternura e da misericórdia de Deus, reveladas plenamente em Jesus Cristo, seu Filho, cuja presença no mundo os presbíteros são chamados, de modo particular, a prolongar, assumindo o seu estilo de vida e tornando-se como que sua transparência no meio do rebanho a eles confiado» – afirmou.D. Manuel Quintas deu ainda graças a Deus «pela presença e pelo testemunho da Fraternidade da Mãe de Deus na nossa Diocese», particularmente pelo trabalho pastoral desenvolvido ao longo dos últimos 13 anos por aquela comunidade nas paróquias de Giões, Pereiro e Vaqueiros.A celebração, presidida pelo Bispo diocesano, foi concelebrada por alguns membros do Cabido Catedralício, bem como por alguns membros do presbitério algarvio e da Fraternidade da Mãe de Deus. Estiveram ainda presentes os diáconos Francisco Alves, Luís Galante e Rogério Egídio. hspace=1No decurso da celebração houve alguns momentos que, por estarem carregados de significado, merecem referência. O primeiro deles foi, como acontece em todas as ordenações sacerdotais, a imposição das mãos pelos restantes sacerdotes ao novo membro do presbitério. O segundo foi vivido logo após a ordenação sacerdotal, quando o recém-ordenado, já ungido no ministério presbiteral, foi saudado por todos os sacerdotes e saudou os seus pais. O terceiro aconteceu quando, já na condição de sacerdote, o padre Eduardo Colocho, participou na Oração Eucarística e na consagração do Corpo e Sangue do Senhor. No final da celebração, muitos foram os que, querendo continuar em ambiente festivo, participaram no beberete organizado pela Fraternidade da Mãe de Deus, e que teve lugar no Seminário de diocesano de São José.No próximo ano, o padre Eduardo Colocho irá desenvolver trabalho pastoral no seu país natal, prevendo-se depois o seu regresso à diocese algarvia.

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